Vigilância interdita 28 câmaras de bronzeamento artificial

Ação de fiscalização nos estabelecimentos iniciou em novembro

Nesta semana, foi interditada em Itapiranga, a última câmara de bronzeamento artificial de conhecimento da equipe de Vigilância Sanitária. De acordo com a enfermeira e fiscal da Vigilância Sanitária da regional de São Miguel do Oeste, Beatriz Soares, ao total foram lacrados 28 equipamentos pertencentes a estabelecimentos de diferentes municípios da região.

A ação de fiscalização iniciou em novembro de 2009, momento em que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recomendou que as câmaras de bronzeamento artificial não poderiam mais ser utilizadas para fins estéticos no País. Após recomendação, a equipe de Vigilância Sanitária da regional de São Miguel do Oeste iniciou as orientações e esclarecimentos aos proprietários de estabelecimentos que teriam suas câmaras interditadas.

Conforme a fiscal, o processo de interdição aconteceu de forma tranquila na região. "Todas as câmaras que sabíamos da existência foram lacradas. Agora temos que contar com o apoio da comunidade. O pedido é que as pessoas denunciem a existência de equipamentos de forma clandestina. A denúncia é feita de forma sigilosa, não é necessária a identificação, apenas o repasse do endereço onde as atividades são realizadas", explica a profissional.

A medida da Anvisa foi motivada pelo surgimento de novos indícios de agravos à saúde relacionados com o uso das câmaras de bronzeamento. Um grupo de trabalho da IARC (Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer), ligada à Organização Mundial da Saúde, noticiou a inclusão da exposição às radiações ultravioleta na lista de práticas e produtos carcinogênicos para humanos. Durante recomendação, o diretor da Anvisa, Dirceu Barbano, revelou que a decisão foi motivada pela constatação de que os equipamentos não contam com manutenção adequada e têm sido utilizados sem controle.

Segundo Beatriz, a equipe da Vigilância está a disposição da comunidade para qualquer dúvida e para o recebimento de denúncias de câmaras clandestinas. Conforme ela, até o momento não houve descumprimento da lei.

O estudo da IARC indica que a prática do bronzeamento artificial aumenta em 75% o risco do desenvolvimento de melanoma em pessoas que se submetem ao procedimento até os 35 anos de idade. A resolução da Anvisa também afirma que não existem benefícios que se contraponham aos riscos decorrentes do uso estético das câmaras de bronzeamento. Desta forma, as empresas que não cumprirem a decisão estão sujeitas a penalidades que vão de advertência, interdição até multas de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão.

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