Justiça Eleitoral alerta sobre o prazo para regularização do título |
Pavan assume o governo
Segundo Pavan, data da posse depende de conversa com o governador Luiz Henrique
O vice-governador, Leonel Pavan, afirmou em em entrevista coletiva à imprensa, ontem, dia 12, na sede do PSDB-SC, que irá assumir como governador de Santa Catarina. Estimulado pela alta direção do PSDB, o vice-governador, resolveu voltar ao ringue político e assumir o comando do Executivo estadual. A posse, que ocorreria dia 5 deste mês, graças a antigo acordo com o titular do posto, Luiz Henrique da Silveira (PMDB), foi adiada por conta da denúncia do Ministério Público, divulgada no fim do ano passado, contra o vice-governador. No processo, Pavan é acusado de tentar favorecer empresa ligada ao setor de combustível, devedora do fisco estadual, sendo enquadrado pelos crimes de corrupção ativa, advogacia administrativa e quebra de sigilo funcional. Nas diversas entrevistas que Pavan concedeu à imprensa alegou inocência e que preferia cuidar de sua defesa, entregue na segunda-feira, dia 11, ao Tribunal de Justiça. Nessa mesma segunda-feira, o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra, veio a Santa Catarina oficializar a solidariedade dos tucanos ao seu correligionário, manifestada publicamente em coletiva realizada na sede do tucanato catarinense, em São José, na terça-feira. Primeiro a se manifestar, Sérgio Guerra relembrou o período de convivência com o então senador Leonel Pavan, durante quatro anos, em Brasília, não poupando elogios à sua conduta parlamentar. Disse que se reconhece facilmente a natureza de um mandato, se é focado na preocupação pública ou no interesse privado e que Pavan, em nenhum momento, mostrou motivação que não fosse o interesse público, em consonância com seu compromisso popular. NA HORA CERTA Questionado se não teria demorado a manifestação pública de solidariedade, o presidente nacional da sigla disse que o PSDB estava "intensamente preocupado" mas que "chegou na hora certa", pois agora pode falar com mais segurança, estando por dentro da defesa, que considerou consistente e capaz de provar a inocência de Pavan. Lembrou, inclusive, que o ex-ministro de Fernando Henrique Cardoso, Eduardo Jorge, e vice-presidente do PSDB, profundo conhecedor da área jurídica e fiscal, se inteirou do caso e ajudou a tranquilizar o tucanato. "Temos confiança de que todas as denúncias serão esclarecidas e a inocência provada", asseverou. Desconsiderou, inclusive, um possível cenário de acatamento da denúncia, pelo TJ, e a possibilidade de o caso seguir adiante. Guerra alegou que como o PSDB é um partido de oposição ao atual governo, está muito exposto a tentativas de mostrar que os tucanos "não estão preparados para governar o Brasil". Citou o caso da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, que esteve sob intenso fogo cruzado de denúncias, que acabaram não sendo acatadas nem pelo Legislativo nem pela Justiça estadual, causando porém tremendo desgaste político. ESTÍMULO À VOLTA AO RINGUE Assim como boa parte do PSDB estadual, o PSDB nacional espera que Pavan volte ao ringue político e assuma suas responsabilidades à frente do executivo catarinense. O vice-governador justificou, na coletiva, sua estratégia, de se recolher e pensar na defesa. Lembrou que conversou com toda a imprensa, ainda no ano passado, e reiterou que se dirigiu à Polícia Federal sem estar acompanhado de advogado, porque foi com a intenção de colaborar e não para depor num processo contra ele mesmo." É a primeira vez que deponho na Polícia Federal nessa condição, em todos esses anos de vida pública", acentuou. E desafiou os profissionais de imprensa presentes a procurar processos contra ele na Justiça. Pavan foi bastante inquerido sobre sua agenda - especialmente com relação à data da posse e às viagens programadas em período em que o governador Luiz Henrique também estaria fora, o que faria o presidente do Tribunal de Justiça assumir o cargo. Desconversou sobre a data exata, mas deixou claro que pretende voltar bem antes do prazo de desincombatibilização (3 de abril) exigido por lei para a saída de Luiz Henrique, candidato ao Senado. A data da posse, disse, "depende de uma conversa com o governador". Como é pública e notória a afirmação de Luiz Henrique que "Pavan assume quando quiser", espera-se a mudança no Executivo estadual para o final deste mês ou no máximo para o início de fevereiro.
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