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Usina em Paraíso deve ficar pronta no começo de 2011
Obra é o maior empreendimento que Paraíso já teve. Além da geração de impostos, barragem também poderá explorar o turismo
Com sua construção iniciada ainda na década de 1960, a usina hidrelétrica no Rio das Flores, em linha Entre Rios, interior do município de Paraíso, teve os trabalhos retomados ainda no mês de agosto. No canteiro de obras, onde o principal objetivo atual é perfurar o túnel para a passagem de água, é grande a movimentação de máquinas e operários no local. A obra está sendo executada pela empresa PCH Salto das Flores, uma usina hidrelétrica com sede em São Miguel do Oeste. Um dos sócios proprietários da PCH, José Carlos Zandavali Fiorini "Juca", afirmou que nesta retomada definitiva das obras, os trabalhos não avançaram muito em virtude das fortes chuvas nos últimos meses. Ele informa que foram criadas quatro frentes de trabalho que pretendem dar continuidade ao projeto. Ele revela que todas estas frentes ainda não estão concluídas em função do mau tempo, mas já existem equipes trabalhando na perfuração do túnel antigo, que já tinha uma perfuração de 270 metros. "Vamos aumentar o diâmetro desta perfuração de 2,70 metros para 4 metros de circunferência, para facilitar a construção destes dois túneis. Um túnel será de 1,4 km e outro de 600 metros. Ainda estamos contratando algumas empresas para ajudar na construção do projeto", afirma. Juca revela que a previsão de a obra estar concluída é final de 2010 ou início de 2011, onde até lá estarão trabalhando cerca de 150 operários. O empresário, que já foi prefeito de São Miguel e também secretário regional, relata que esse é o maior projeto da história de Paraíso, cujo investimento chegará aos R$ 40 milhões e beneficiará o município principalmente na geração de impostos. "Também será mais um grande complexo turístico na região. Além dos saltos que lá já existem e permanecerão intocáveis, haverá um lago de aproximadamente 6 km de extensão, atraindo o turismo para aquela região, porém logicamente isso dependerá de outros investimentos na área turística para se aproveitar tudo isso. Acreditamos que a parte mais profunda do lago seja de 16 metros", comenta. O empresário explica que a usina tem um projeto bonito, diferenciado das demais, porque sua composição é diferente, através dos desníveis, túneis e canais para passagem de água intermediária aos túneis, um duto forçado para a água se conduzir para as turbinas e estação de geração. "É um projeto de engenharia diferente daquele que estamos acostumados a ver e chamará muito a atenção. É uma pequena PCH (Pequena Central Hidrelétrica) para abastecer uma população de até 50 mil pessoas através somente do consumo residencial. Hoje o consumo é grande em função das indústrias ligadas ao sistema. A média de geração será de 4 megawats. Na época do início das obras, a usina foi projetada para atender desde o município de São Carlos até Dionísio Cerqueira", informa. INDENIZAÇÕES Toda a área onde está sendo construído o projeto já é de propriedade da Usina Hidrelétrica Salto das Flores. Nas áreas que serão atingidas pelo lago, Juca relata que está mantendo contato com as pessoas e as indenizações serão pagas do 6º ao 18º mês, ou seja, a partir de quatro ou cinco meses. "Já venho conversando com os agricultores a cerca de 8 anos, explicando como será o procedimento. Tenho feito visitas nas casas, explicando o procedimento e tomando conhecimento do que tem essas áreas de terra para sabermos o que precisa ser pago. Ainda não tivemos problemas com ninguém pois tratamos isso com clareza, através de um compromisso de palavra e procuramos cumprir com tudo que foi dito nesse tempo. Até agora, o relacionamento é amistoso, mas daqui a pouco pode acontecer de discutirmos na Justiça, mas vamos procurar esgotar todos os caminhos e negociar de forma amigável", destaca. Ele destaca que a pessoa que se sentir prejudicada poderá discutir os valores em outras instâncias da Justiça, mas não poderá impedir que a obra se realize, porque todas as áreas do lago são de utilidade pública, através de decreto da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). VALORIZAÇÃO Juca garante que todos os proprietários de áreas de terra nas margens do lago se beneficiarão. Ele comenta que dificilmente alguém terá prejuízo, primeiro porque a indenização será justa e segundo pela área remanescente destas propriedades, que serão valorizadas. "Essa margem se tornará um produto de valor elevado porque o turismo levará para lá pessoas com condições de construir casas de férias ou finais de semana na beira do lago, criando uma possibilidade grande de investimentos ", resume. VENDA DA ENERGIA O projeto PCH, de acordo com Juca, se enquadrou em um programa de incentivo à geração de energia elétrica do Governo federal e para os próximos 20 anos a energia será vendida para a Eletrobras, através da Celesc. "Temos um contrato firmado que garantirá a venda por 20 anos", conclui. HISTÓRIA O empresário destaca que o projeto tem uma história relacionada com a região Extremo Oeste e sem dúvida será um empreendimento interessante, especialmente para Paraíso. Iniciada em 1960 através de um consórcio municipal criado por municípios da região, Juca recorda que o pioneiro Antônio Lemos foi um dos que iniciou a obra, depois vieram os ex-prefeitos Olímpio Dal Magro, Leolino Baldissera e Avelino de Bona. "Essas pessoas se envolveram na época, liderando o movimento. Não quero fazer injustiça, mas pode haver outras pessoas que estiveram envolvidas, como Iraci Luchesi entre outros", finaliza José Carlos Zandavali Fiorini.
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