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Região tem potencial para a Fruticultura

Região tem potencial para a Fruticultura

Na região que é rica em qualidade de vida, tudo o que se planta, colhe! E é do clima favorável e da terra fértil, que surgem bons e saborosos frutos. Mas, muito além de proporcionar uma alimentação saudável, as frutas também são fonte de renda para os moradores locais, isso porque é na pequena região Extremo Oeste Catarinense que se encontra um grande potencial na fruticultura.

Com uma terra propícia para vários cultivares, praticamente todos os municípios se dedicam a fruticultura, alguns com maior, outros com menor intensidade. Resultado de todo esse empenho e dedicação às frutas, é que no último ano, o movimento econômico da fruticultura foi superior a R$ 17 milhões nos 40 municípios da região. Um potencial que ainda tem muito a expandir e pode ser 20 vezes maior se investido no setor. A afirmação é do profissional da Epagri e responsável pela área de fruticultura em toda a região do Extremo Oeste, Sidinei Egon Simon.

De acordo com o profissional, diversos municípios se destacam na fruticultura, mas, é em Descanso e Iraceminha que hoje se concentram as maiores produções. Em Descanso, o destaque é para frutos de caroço, como pêssego e ameixa. Outra produção forte no município e também em Iraceminha, é a de uva, um mercado seguro, onde não há dificuldade de comercialização. "Temos um fator muito interessante na região, onde conseguimos produzir uva antes do Natal e por conta disso o nosso valor de mercado é superior as regiões produtoras tradicionais, como Caxias e Videira. Quando estamos praticamente concluindo a nossa safra, é que eles começam a vender, com isso, ganhamos mercado e ganhamos em termos de valor", acrescenta.

Outra produção que está crescendo de forma significativa no Extremo Oeste é a de morangos. Na região também está se trabalhando com algumas alternativas interessantes, como produção de nogueira e melancia. Nesta localidade, há também um forte plantio na área de citricultura. "Por conta de um incentivo ocorrido há algum tempo, muitos produtores investiram em laranja. Alguns mudaram o plantio, mas, ainda temos na região, 280 hectares de laranja, uma quantidade considerável", aponta Simon.

Segundo o responsável, mesmo com a uma forte produção na região, ainda se estima que 75% das frutas e hortaliças consumidas vem de outras cidades. Frente a esta realidade, a Epagri trabalha com o sistema de Unidades de Referência Tecnológica, onde se está tentando o cultivo de maracujá, abacaxi, mamão, entre outros. "Se conseguirmos validar algumas destas produções será bastante interessante, tanto para o produtor como para o consumidor, pois o preço vai mudar bastante. A ideia é incentivar vários cultivares, pois queremos possibilitar ao agricultor ter alternativas de renda", aponta.

O que credencia essa região a ser uma boa produtora de frutas é o clima. Para grande parte das frutas o clima local favorece. No caso da melancia também acontece um fenômeno bastante interessante, a venda de melancias na região acontece em uma época em que a produção em outras regiões termina, e a do Rio Grande do Sul ainda nem começou.


Dedicação e incentivo ao setor

Há muitos anos a região se dedica a fruticultura, e o que se quer agora é aumentar as áreas de cultivo e proporcionar o abastecimento local. "Temos observado uma maior adesão dos produtores. Em 2014, registramos um movimento econômico em fruticultura de R$ 7,4 milhões e agora em 2017, tínhamos movimentado mais de R$ 17 milhões. Um aumento significativo, não só na quantidade de produção, mas um aumento de valor nas frutas. Então vale a pena investir em fruticultura", revela.

Para incentivar os produtores na produção de frutas, a Epagri tem trabalhado a organização e capacitação com os agricultores, prova disso, é que para o próximo ano, já está programada a realização do Encontro Catarinense da Nogueira na região. "Assim como ela triplicou em quatro anos, nos próximos anos deva aumentar essa área de produção. Haverá ainda capacitações voltadas a produção de morangos", adianta o profissional. Conforme ele, a Epagri tem incentivado a fruticultura, inclusive para que os jovens permaneçam e apostem na vida no campo, pois a fruticultura é uma das atividades que mais agrega renda.



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