Os animais também envelhecem

É importante que os donos estejam atentos quanto às limitações e às necessidades na ?melhor idade? dos pets

Os animais sempre foram companheiros dos humanos. De fato, cachorros e gatos se transformaram nos grandes companheiros das crianças, dos idosos e de toda a família. Alguns deles são mesmo tratados como membros dessa família e como tal merecem todo o cuidado e atenção que seriam dispensados a qualquer membro humano da mesma.

Futuros donos de animais de estimação, ao se encantarem por carinhas meigas e fofas e adquirirem um pet ainda filhote, raramente se dão conta de que cães e gatos também ficam velhos. Ainda que as fases de crescimento e de vida adulta sejam fundamentais para uma velhice saudável, é importante que os donos estejam atentos quanto às limitações e às necessidades na "melhor idade" dos pets, fase que requer cuidados especiais.

Como nos humanos, na fase idosa, há queda na atividade metabólica do organismo de cães e gatos. Os animais reduzem a atividade física, os dentes ficam enfraquecidos e muitas vezes aparecem doenças geriátricas, como artrites e artroses. De acordo com o veterinário Stéfano Basso, a alimentação de um animal idoso é o primeiro cuidado a ser adotado pelo dono. Além de um alimento mais tenro, de fácil mastigação, uma alimentação balanceada, condizente com o gasto energético do pet, é indispensável para que o animal não ganhe peso. Conforme o profissional, na velhice os animais tendem a tornar-se obesos, mostrando a necessidade de uma alimentação com uma quantidade adequada de proteínas de alta qualidade.

Outro cuidado para prevenir a progressão das mudanças metabólicas naturais, resultantes do processo de envelhecimento, é a prática de atividade física. Os exercícios contribuem para a circulação do sangue. Dispensar uma parte do tempo para brincar com o pet, também pode prevenir problemas comportamentais, como resistência a mudanças da rotina diária ou mesmo a depressão.

Basso destaca que o animal tende a envelhecer como o humano, no entanto de forma mais rápida, e com isso seus comportamentos, qualidade de vida e hábitos também mudam. O veterinário salienta que a maioria dos cães de pequeno, médio e grande portes vivem a puberdade dos seis aos 12 meses, em seguida iniciam a fase adulta.

Segundo o profissional veterinário, para que o animal tenha uma longevidade maior, uma ração de boa qualidade é fundamental, assim como manter as vacinas em dia, principalmente contra as viroses, que são as polivalentes; remédios de vermes em dia, os chamados vermífugos; suplementos para animais que fazem exercício; banho para relaxamento do animal; cuidado com os pelos e atenção especial com os hectaparasitas (pulgas, carrapatos e piolhos). "Esses são cuidados básicos para que o animal tenha vida mais longa e saudável", afirma.

Basso revela que a idade está relacionada com o porte do animal. De acordo com a Associação Mundial de Felinos, um gato com 15 anos seria igual a um homem de 73 anos, desta forma um gato com 12 anos é considerado idoso. "Gato e cachorro com aproximadamente oito anos é um idoso", aponta. Entre as características de um animal com idade avançada está a diminuição do olfato. O gato muitas das vezes se recusa a comer depois de mais velho, acaba sendo mais seletivo no alimento, pois percebe mais dificuldade para sentir o gosto. "Os alimentos devem ser de acordo com a dentição, é preciso que o dono esteja informado sobre esses cuidados. Para isso pede-se que as pessoas entrem em contato com seu veterinário de confiança, para saber como melhor cuidar de seu animalzinho", garante.

Basso destaca que outro fator importante para garantir a longevidade do animal é a realização de exames para prevenção de doenças dos animais, como diabetes, doenças hormonais e tumorais, que são as mais comuns. O especialista ressalta que, se feitos anualmente, os exame contribuem para prevenir e tratar possíveis doenças do animal, garantindo-lhe mais qualidade de vida.

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