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Identificados 28 novos casos de HIV na região
Neste mês é celebrado 30 anos do Dia Mundial de Luta contra a Aids. A data foi instituída em 1988 pela Assembleia Geral da ONU e a Organização Mundial de Saúde, cinco anos após a descoberta do vírus causador da Aids, o HIV. Neste período, muitas foram as lutas para combater a doença, porém, mesmo com tanta informação e esclarecimento sobre medidas fundamentais de prevenção, o número de pessoas diagnosticadas com HIV/Aids aumenta a cada ano.
Na região, essa realidade não é diferente. De acordo com a coordenadora do Departamento de IST/HIV/Aids/Hepatites Virais de São Miguel do Oeste, Juliana Pinheiro, na regional de SMOeste que abrange 21 municípios, foram registrados neste ano, 28 novos casos de HIV. Destes, 17 foram diagnosticados em homens (11 heterossexuais e cinco homossexuais) e 11 casos em mulheres todas heterossexuais. A faixa etária dos pacientes também chama a atenção, a maioria dos casos envolve jovens entre 15 e 30 anos. "Aumentou o número de casos em jovens e em homossexuais. Então estamos nos preocupando ainda mais com este público", destaca.
Com relação aos óbitos, neste ano, oito pacientes faleceram até o momento. No país, em quatro anos, a taxa de mortalidade pela doença passou de 5,7 por 100 mil habitantes, em 2014, para 4,8 óbitos em 2017. Nos primeiros anos da descoberta da doença foram registradas 38 mil mortes, a letalidade era de 100%.
Os novos números da epidemia ainda revelam que, de 1980 a junho de 2018, foram identificados 926.742 casos de Aids no Brasil, um registro anual de 40 mil novos casos. "Muitos falam em ser a segunda onda da Aids, pois a população parou de usar os meios de prevenção, e muitas vezes as pessoas estão adotando comportamentos de risco, prova disso é que continua em elevação o número de diagnósticos positivos de HIV", acrescenta.
TRATAMENTO
A Aids ainda não tem cura, mas o tratamento disponibilizado pelo SUS ajuda a suprimir a carga viral do HIV no sangue. Para os pacientes dos 21 municípios da região, o repasse de medicamentos é feito de maneira gratuita pela Saúde. Não é possível comprar esses medicamentos na farmácia, pois é o governo que oferece para pontos estratégicos do Brasil, e no Extremo Oeste, o ponto estratégico é no Departamento de SMOeste.
Segundo a coordenadora, a maior novidade esse ano é que o Ministério da Saúde divulgou que se o paciente faz o acompanhamento certo ele passa a ter a carga indetectável, e carga indetectável não passaria HIV para outras pessoas que não tem a doença. "A nossa intenção é que todos os nossos pacientes fiquem com a carga não detectada. Para isso, é preciso fazer o tratamento corretamente, e é também fundamental o diagnóstico precoce", afirma.
SINTOMAS
Conforme informações da equipe da Saúde de SMOeste, o vírus pode ser transmitido pelo contato com sangue, sêmen ou fluidos vaginais infectados. Algumas semanas após a infecção pelo HIV, também podem ocorrer sintomas semelhantes aos da gripe (febre, dor de garganta e fadiga). A doença costuma ser assintomática até evoluir para a Aids. Os sintomas da Aids incluem (perda de peso, febre ou sudorese noturna, fadiga e infecções recorrentes).
Uma boa adesão aos medicamentos antirretrovirais (ARVs) pode retardar significativamente o progresso da doença, bem como prevenir infecções secundárias e complicações futuras.
Ter Aids não é bom, ter e não saber é pior
Deixe o medo, a vergonha e a indiferença de lado, e faça já o seu teste de HIV, é gratuito e indolor. Em São Miguel do Oeste, o exame pode ser feito no Laboratório Municipal todas as segundas e quintas, às 15h, e no Departamento de IST todas as quintas-feiras, das 7h30 às 10h30. Segundo Juliana, para realizar o exame basta apresentar um documento com foto e ter acima de 18 anos. Não é necessário estar em jejum, e nem apresentar encaminhamento médico. O resultado fica pronto em 20 minutos.
Além disso, a prevenção básica é usar preservativo em toda relação sexual. Para isso, a Secretaria de Saúde e o Departamento oferece preservativos para toda a população. Dúvidas também podem ser esclarecidas pelo (49) 3622 4216 ou na sua Unidade de Saúde referência.
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