Casan pede atenção a comunicados sobre Programa Esgotamento Sobre Rodas |
Edição 1265 (publicada em 10/12/07)-Testemunhas de
Perícia apontou que o caminhão tinha apenas 20% da capacidade de freios
As testemunhas de defesa do motorista Rosinei Ferrari envolvido no acidente ocorrido no dia 9 de outubro na BR-282 foram ouvidas na última terça-feira pelo juiz de Descanso, Fernando Speck de Souza, e pelo promotor Luiz Felipe Czesnat. Três testemunhas falaram sobre o acidente que vitimou 16 pessoas.
A primeira a prestar depoimento foi a confeiteira Cinete Kessler. Ela afirmou que estava com seu carro a cerca de cinco quilômetros do local do acidente e teve que jogar o veículo para o acostamento, porque achou que o caminhão ia passar por cima dela. Cinete estava trafegando a 40 km/h e o caminhão se aproximou rapidamente. Por isso, ela acredita que ele já estava com problema nos freios.
Outra testemunha foi a balconista Solange Barbieri Dall Magro, que contou que foi até o local onde havia ocorrido o primeiro acidente para ver o que tinha acontecido. Quando estava lá, ouviu o barulho da buzina do caminhão, correu e conseguiu se salvar do segundo acidente.
O terceiro a prestar depoimento foi José Alfonso Goergen, motorista do guincho atingido no segundo acidente. Ele disse que viu Ferrari dando sinal de luz antes de atingir os carros, numa distância de 50 metros de onde estava. Mesmo assim, Goergen não conseguiu reagir e foi jogado junto com o guincho no barranco. Ele escapou apenas com dores pelo corpo, que ainda persistem.
Uma quarta testemunha, Vanderlei Carlos Silveira, não foi localizado pelo oficial de justiça para prestar depoimento. Outra duas testemunhas de defesa de Rosinei foram ouvidas na segunda-feira, em Maravilha, por carta precatória. A estratégia da defesa do motorista é mostrar que Ferrari tentou parar, mas não conseguiu. O advogado Erich Winckler alega que ele não sabia do problema nos freios.
Os outros dois advogados do motorista, Andreas Winckler e Elisângela Strada, disseram que os depoimentos mostraram que Ferrari estava com problemas mecânicos e que tentou avisar as pessoas que estavam na pista.
Testemunhas de
Gilmar Turatto
Na quarta-feira foram ouvidas oito testemunhas de defesa de Gilmar Turatto. Dentre elas a mulher de Turatto, Nerci. Os depoimentos não foram divulgados. A única informação concedida pelo Ministério Público é que tanto mecânicos quanto proprietários e funcionários da empresa afirmaram não saber de possíveis problemas no sistema de freios do caminhão.
Ferrari e Turatto foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio doloso eventual, ou seja, mesmo não tendo intenção de matar, foram responsabilizados pela morte de 16 pessoas no segundo acidente de 9 de outubro, pois assumiram o risco de transitar com um veículo em más condições.
Conforme o promotor Luiz Felipe Czesnat, autor da denúncia, não existe a mínima possibilidade de se saber que o caminhão estava com os freios isolados e que as mangueiras não se isolaram sozinhas na hora do acidente. A perícia apontou que o caminhão tinha apenas 20% da capacidade de freios, sendo que as mangueiras foram isoladas antes do acidente e as lonas de freio estavam em péssimas condições.
TRATAMENTO DE SAÚDE
O motorista do caminhão que causou o segundo acidente no dia 9 de outubro, na BR-282, Rosinei Ferrari, continua internado no Hospital São José, de Maravilha. Conforme o médico responsável pelo tratamento de Ferrari, Orlando Kono, o motorista está melhor, mas não existe previsão de alta já que ele ainda não pode caminhar. Ferrari já passou por três cirurgias em uma das pernas e continua com a coluna imobilizada.
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