Agricultor usa método natural para combater carrapatos

Agricultor usa método natural para combater carrapatos
Reprodução - Carrapatos são ectoparasitas hematófagos, responsáveis pela transmissão de inúmeras doenças

Trata-se do Nosódio, um medicamento preparado a partir do próprio agente causador da doença

O agricultor João Mallmann, de São José do Cedro, aprendeu com o veterinário da Cooperoeste/Terra Viva, Luiz Alves, um método simples, eficaz e praticamente sem custos para combater carrapatos. Trata-se do Nosódio, um medicamento preparado a partir do próprio agente causador da doença. Além de carrapatos, o procedimento também pode ser utilizado no combate à mosca do cifre, berne, entre outros vermes e bactérias. Mallmann conta que os carrapatos eram um grande problema em sua propriedade. “Eles judiavam das vacas e causavam doenças como amarelão, entre outras. Isso, consequentemente refletia na produção de leite”, diz ele, que complementa: “Com o Nosódio não gastamos mais dinheiro em remédios e a recuperação do animal é imediata”, garante.

Para preparar o Nosódio, o veterinário explica que primeiro é necessário pegar carrapatos vivos das vacas e perfurá-los, para em seguida ‘mergulhá-los’ numa embalagem de vidro com álcool (70%). Para cada parte do parasita é necessário colocar quatro partes de álcool, e depois deixar 15 dias a embalagem fechada, longe da claridade. Nesse tempo, mexer o frasco todos os dias. Após esse período, o líquido é coado, quando é feita a chamada ‘tintura mãe’ e feitas as dinamizações. Aí, é só misturar com meio quilo de açúcar.

A recomendação é que se use três milímetros de Nosódio misturado a 500 gramas de açúcar. Deve-se dar uma colher de sopa do composto por dia ao animal. Para se obter melhores resultados, é importante realizar a rotação de piquetes. “Precisamos utilizar alternativas como, por exemplo, a homeopatia ou métodos semelhantes no combate às patologias. Desta forma, se diminuirá a quantidade de ‘química’ nos animais”, entende. Para mais informações ou mesmo para implantar a prática na propriedade (independente do seu tamanho), o interessado pode entrar em contato com a equipe técnica/veterinária da Cooperoeste.

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