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Síndrome do Olho Seco

  • Folha do Oeste -

Ar-condicionado, ventiladores, televisão, computadores, alterações hormonais e doenças sistêmicas podem deixar os olhos secos. Se não tratada, a síndrome pode provocar lesões que levam até a perda de parte da visão

Quem pensa que as lágrimas têm a estrita função de demonstrar o estado emocional de uma pessoa, se engana. Além das percepções de alegria, dor ou tristeza, as lágrimas têm um papel crucial para a saúde ocular.

O filme lacrimal, como é tratado entre os profissionais oftalmológicos, é composto por três camadas. A externa previne a evaporação, a camada do meio é responsável pela nutrição e oxigenação da córnea e a outra camada umidifica a córnea. Qualquer problema em uma delas, ou simplesmente a má qualidade da lágrima causa a doença.

De acordo com a oftalmologista Fernanda Scremin, as razões para o surgimento da Síndrome do Olho Seco vão desde a má qualidade da película que lubrifica o olho, até problemas de saúde sistêmicos ou por influência externa.

Ela ressalta que o clima seco, o uso de ar-condicionado e de ventiladores, bem como o uso do computador e da televisão, são alguns exemplos de influências externas que podem aumentar a evaporação e deixar olho seco. “Doenças sistêmicas, como artrite, e o uso de medicamentos como antidepressivos também podem provocar a síndrome”, destaca.

A oftalmologista lembra que a produção das lágrimas também sofre influência de fatores hormonais. “É difícil constatar casos em crianças, acontece mais quando há outra doença associada. Os homens também sofrem com o olho seco, mas é comum que as mulheres produzam menos lágrimas quando chegam à menopausa, justamente pelos distúrbios hormonais”, explica.

Como diagnosticar?

    Sensação de areia nos olhos, irritação, vermelhidão, intolerância à luz e até embaçamento da visão são alguns dos sintomas da doença, que é uma das mais comumente tratadas pelos oftalmologistas.

Conforme Fernanda, isso ocorre porque o filme lacrimal é insuficiente. “Quando a pessoa pisca, a lubrificação deve permanecer por 12 segundos antes de evaporar, mas quando a pessoa tem olho seco evapora antes, e por isso surgem esses sintomas de ardência e sensação de corpo estranho no olho”, salienta.

    A síndrome, que pode ser confundida com conjuntivite, é diagnosticada por diversos métodos. O oftalmologista deve medir a produção, a taxa de evaporação e a qualidade das lágrimas, com testes específicos.

Prevenção e tratamento

É importante tentar identificar em qual das três camadas da lágrima há a alteração inicial, pois isso influencia no tratamento, que deve ser individualizado. “O tratamento depende da causa e da gravidade. Se o olho seco está associado a uma doença ou alteração hormonal, é preciso tratar também isso”, frisa.

A oftalmologista complementa dizendo que a Síndrome do Olho Seco pode provocar lesões nas córneas. Os casos podem ser considerados leves ou até mais graves com a perda de visão, e por isso a necessidade de atenção especial.

 Segundo Fernanda Scremin, além do uso de colírios ou gel para lubrificar e aumentar a proteção dos olhos, algumas medidas como o consumo de alimentos ricos em ômega 3 presentes em peixes e no óleo de linhaça podem melhorar a produção de lágrimas e evitar o surgimento do síndrome.

A redução do período em frente ao computador, à televisão, em ambientes com ar- condicionado e ventiladores também contribuem para evitar os sintomas.

Curiosidades

Como regra geral, com a idade, a produção de lágrimas diminui. Aos 65 anos, por exemplo, se produz 60% menos lágrimas que aos 18 anos.

Segundo dados da ONG Após (Organização Não Governamental - Associação dos Portadores de Olho Seco), estima-se que cerca de 10% dos adultos no mundo tenham o problema. No Brasil, esse incômodo atingiria cerca 18 milhões de pessoas.
Para evitar a síndrome, por influência de fatores externos, o ideal é piscar uma vez a cada sete segundos.

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