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Menos sal, mais saúde

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Campanha nacional de conscientização sobre consumo do sal é adotada em Santa Catarina

Semana inicia marcada por ação em prol da qualidade de vida dos catarinenses. Nesta terça-feira, dia 27, foi lançada em Santa Catarina a campanha nacional “Menos sal. Sua saúde agradece!”. A ação acontece por meio de uma parceria entre o Ministério da Saúde, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e a Acats (Associação Catarinense de Supermercados), com apoio da Abras (Associação Brasileira de Supermercados). A campanha trabalha a conscientização dos consumidores em relação aos malefícios do consumo excessivo de sal, trazendo orientações para o uso racional do sal, como a retirada do saleiro da mesa e o uso de temperos naturais, segundo orientação do Ministério da Saúde. Além disso, a campanha objetiva orientar a fazer escolhas de alimentos mais saudáveis com base nas informações dos rótulos.

Segundo dados da Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, o consumo diário de sal no Brasil atualmente é de 12 gramas, enquanto o recomendado pela Organização Mundial de Saúde é de apenas cinco gramas. Conforme a Agência de Vigilância, o objetivo é atingir esse consumo diário recomendado pela OMS até 2022, como parte do Plano de Ações Estratégicas para Enfrentamento das Doenças Crônicas não Transmissíveis. Um dos fatores de risco para desenvolvimento dessas doenças é a hipertensão, causada principalmente pelo alto consumo de sal. A campanha, lançada nesta terça-feira, é uma das respostas ao acordo firmado em abril de 2011, no qual estão previstas medidas para o consumo consciente e a promoção da alimentação saudável. Durante o evento de lançamento, a Acats apresentou o Programa Alimento Sustentável, em fase de implantação nos supermercados catarinenses, através do qual os consumidores terão acesso a informações de origem dos produtos in natura que estão nas gôndolas, garantindo a procedência e o controle dos agrotóxicos.

O sal de mesa é também conhecido como cloreto de sódio e o problema está no sódio. Sabe-se que o sal de mesa tem 40% de sódio, mas ele está presente também em vários produtos industrializados que se consomem diariamente, como pães, queijos, cereais, bolachas, enlatados. A elevada ingestão de sal de cozinha faz o organismo reter mais líquidos e aumentar de volume, podendo levar ao aumento da pressão sanguínea e causar a hipertensão, responsável por infarto e acidente vascular cerebral. O consumo excessivo de sal pode também afetar os rins, bem como alguns tipos de cânceres, como o câncer de estômago.

Uma boa parte do sal consumido diariamente vem do consumo de alimentos processados. Por isso, é importante conhecer a quantidade de sal presente nestes alimentos. Entre as dicas está: evite adicionar muito sal na hora de cozinhar os alimentos e tire o saleiro da mesa. Lembre que um quilo de sal iodado é suficiente para suprir uma família de quatro pessoas durante 50 dias. Diminuir o sal no preparo dos alimentos não é sinônimo de comida sem gosto. Para isto, as ervas (orégano, sálvia, alecrim, tomilho, manjericão, salsinha e cebolinha) são indicadas, pois são aromáticas e saborosas, basta variar a sua utilização. Além de não exagerar no sal no preparo dos alimentos, é preciso cuidado com os alimentos industrializados (até os doces, balas, bolos e biscoitos), que incluem esse tempero de forma camuflada. O melhor é conferir a composição na embalagem e preferir alimentos e temperos naturais. Prefira alimentos frescos ao invés de processados. Dê preferência ao queijo branco ou ricota sem sal a outros tipos de queijo. Evite salgadinhos para aperitivo com adição de sal, como batata frita, amendoim e tantos outros e evite embutidos.

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