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Disciplina e firmeza: virtudes comprovadamente femininas

  • Folha do Oeste - Sargento Léia e soldado Adriane

O serviço militar é tão bem feito por mulheres como pelos homens nas ruas da cidade

Houve um tempo em que as atividades militares eram restritas para execução do público masculino. Aconteceram mudanças com o passar dos anos e atualmente elas dão o ar da graça não somente no trabalho administrativo desenvolvido pelas repartições militares. Hoje, e a cada ano mais, elas estão nas ruas fazendo também o policiamento ostensivo e atendendo as ocorrências.

Embora para quem resida em São Miguel do Oeste a presença de policiais militares femininas não seja exatamente uma novidade, para moradores de outros municípios da região ainda é. Não que não saibam dessa possibilidade, mas pelo fato de não haver profissionais atuando nessas cidades. De todo o extremo oeste, apenas na sede do 11º Batalhão de Polícia Militar há mulheres atuando.

A sargento Léia Cristiane Machado Kochi e a soldado Elisângela Adriane Chimim Faoro fazem parte dessa realidade. Elas ingressaram na Polícia Militar em 2004, ambas por incentivo da família. Enquanto muitos pensam que pelo fato de serem mulheres existe diferenciação, elas provam que é bem o contrário. Fazem policiamento ostensivo nas ruas, em eventos, atendem ocorrências da mesma forma que os policiais homens. “Não tem restrição e nem diferença o fato de sermos mulheres. Há dias em que a guarnição de plantão é formada somente por policiais femininas e, pelo que observamos, nunca sofremos desrespeito por sermos mulheres. Talvez alguém até tenha pensado com preconceito, mas não teve coragem de agir”, comenta a sargento.

As duas, que também são mães, esposas e donas de casa, destacam que o jeito de ser feminino pode até facilitar na resolução de algumas situações, já que, para lidar com os filhos, por exemplo, é preciso ser flexível e severa ao mesmo tempo. Ressaltam, também, que não é só a vivência externa que colabora para o bom desempenho do trabalho, o contrário também acontece. Por vivenciarem falhas cometidas por outras pessoas na educação dos filhos, ou por prender ou por dar liberdade demais, é que elas adotam uma postura rígida, mais presente na vida dos filhos.

A sargento Léia e a soldado Adriane enfatizam que, da mesma forma que ajudam a custear as despesas da casa, os maridos colaboram com o serviço e as atividades familiares. Segundo elas, até hoje não houve nenhuma manifestação de preconceito por parte da família nem dos colegas de trabalho, o que ocorre são brincadeiras sobre conduta de firmeza adotada pelas profissionais. “Eu não passei por nenhuma situação de preconceito ou que fosse mais delicada, mas enquanto fazia o curso de formação de sargento, uma colega disse estar enfrentando sérios problemas com o marido. Os dois eram soldados e fizeram o concurso para sargento, mas só ela passou. Os amigos começaram a fazer brincadeiras e ele não soube lidar direito com a situação”, exemplifica a sargento Léia.

Diferentemente do que alguns pensam em relação à fragilidade feminina, e por conseguinte da possibilidade de discriminação, as militares dizem que acontecem situações engraçadas. “Aqui em São Miguel, as pessoas já estão acostumadas, mas em outras cidades ainda não. A primeira vez que fui trabalhar em um evento, numa cidade próxima, as pessoas paravam, olhavam e até voltavam pra ver se eu era policial de verdade, quase que parou a festa”, lembra a soldado Adriane.

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