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A ousadia de ingressar no mercado de trabalho tido como masculino

  • Divulgação - Danielle fiscalizando uma das obras

Desde cedo, Danielle Pretto Kelm soube que seria engenheira civil e se manteve neste propósito

É possível que, na sociedade moderna, seja até natural falar em mulheres engenheiras, mas de fato, até bem pouco tempo a profissão era exclusivamente para homens por ser considerado trabalho pesado ou “sério demais”. Contudo, especialmente duas características femininas provocaram mudanças e a inserção da mulher nessa atividade: o alto grau de concentração e a atenção aos detalhes - qualquer erro, por menor que seja pode comprometer um trabalho em sua totalidade. A engenheira civil Danielle Pretto Kelm, responsável pela fiscalização das obras públicas executadas por meio da prefeitura de São Miguel do Oeste, faz parte dessa transformação. Ele integra uma turma de 50 em que se formaram apenas cinco mulheres.

Mãe, engenheira e esposa, Danielle, além de fiscalizar grandes projetos, tem a responsabilidade de cuidar da família. Ela diz que foi firme e certeira na escolha de seu curso e na profissão a seguir. “Não houve resistência de minha parte na escolha da profissão, do curso a seguir na faculdade. Durante os estudos houve uma dedicação maior das poucas mulheres que faziam parte da turma, justamente devido ao paradigma de que engenharia é vista como uma profissão masculina”, comenta.
A engenheira destaca que durante a faculdade ela e suas colegas ouviam piadas em relação à mulher e à profissão, mas que levava na brincadeira e continuava a se dedicar. “Durante as aulas, os homens faziam brincadeiras, mas acredito que na verdade gostavam da presença feminina na turma” afirma.

Para Danielle não foi difícil entrar no mercado de trabalho. Ela garante que, dentro da área escolhida, os bons profissionais têm um vasto mercado para atuar e espaço para todo mundo, principalmente para mais mulheres. Espero que com o passar do tempo um número maior de mulheres possa ingressar na área da engenharia civil. “Depois de formada, prestei concurso público, passei e hoje atuo na vistoria de obras públicas; acredito que a tendência da profissão é expandir cada vez mais”, ressalta.
Danielle diz que no início, nos primeiros dias de trabalho no setor público, ficou apreensiva, afinal não tinha ideia de como seria a recepção masculina em suas vistorias e visitas. “Fiquei apreensiva, mas não insegura. Tive receio de que me encarassem como mandona. Mas logo no primeiro momento percebi que havia muito respeito e não tive dificuldades. Sempre prezei muito pelo diálogo e pela soma de ideias positivas, é a minha forma de trabalhar”.

Ela garante que nunca sofreu preconceito durante o trabalho e que existe um respeito muito grande. Afirma também que, além de contar com o respeito dos colegas, conta também com o apoio da família, do marido muito em especial, que assume o papel de pai e mãe nos momentos em que por motivos profissionais ela esteja ausente. “Na área da engenharia civil, são frequentes os cursos de atualização e aperfeiçoamento, e nessa hora sei que posso contar com o apoio do meu esposo”, afirma.

Danielle ressalta que, atualmente, a mulher está mais destemida, mostrando igualdade no campo profissional e buscando seu espaço com competência. Aconselha a todas as mulheres para que sejam persistentes e lutem para mostrar seu valor, independente da profissão e não tenham medo de enfrentar o mercado de trabalho ou as situações do cotidiano, enfrentando de cabeça erguida e com igualdade. “A mulher já começa sua missão, o seu papel fundamental cuidando da família, posteriormente enfrentando o mercado de trabalho. Tem uma visão diferenciada e determinação, pode e deve buscar o seu espaço” comenta.

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