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SMOeste já registra 310 focos do mosquito Aedes Aegypti
Município está infestado pelo mosquito Aedes Aegypti, e a situação tem se tornado cada vez mais preocupante. A avaliação é do coordenador do Programa de Combate à Dengue de São Miguel do Oeste, Célio Silva. De acordo com ele, neste ano já foram registrados 310 focos do mosquito transmissor da Dengue, Febre Chikungunya, Zika Vírus, e Febre Amarela. E somente nesta semana, o registro de focos foi de 60, destes, 30 em armadilha, um número alarmante e que demonstra a gravidade da infestação.
Segundo Silva, em 2018, o centro de SMOeste registrou 99 focos, e em três meses do ano de 2019 o número de focos já chega a 65, sendo a localidade com maior concentração de focos no momento. O restante dos focos nestes primeiros meses do ano foram identificados nas seguintes localidades: Andreatta - 28; Estrela - 26; Progresso - 25; Jardim Peperi - 23; Agostini - 22; São Gotardo - 21; Santa Rita - 18; São Luiz - 17; São Jorge - 14; Salete - 13; São Sebastião - 12; Morada do Sol - 12; Sagrado Coração - 9; Linha Cruzinhas - 4; Linha Bela Vista - 1.
Em nível de Estado, SMOeste ocupa o oitavo lugar no quadro de infestação do Aedes. A situação é preocupante, e é necessário o apoio e colaboração da população de forma urgente. Conforme o coordenador do Programa de Combate à Dengue, as equipes de Saúde estão todos os dias nas residências e fazendo mutirão nos bairros, porém, ainda tem moradores que não permitem a visita do agente da dengue.
"Mesmo com essa resistência, onde encontramos problemas estamos notificando, e isso está inclusive gerando multa. Várias empresas, como ferro-velhos, já foram notificadas. A população precisa se conscientizar o mais rápido possível. Algumas pessoas só vão perceber a gravidade da situação a hora que der uma epidemia. Com todos esses focos, a nossa sorte é que não foi confirmado nenhum caso de dengue até o momento", ressalta Silva. Neste ano, 10 casos suspeitos já foram investigados, oito tiveram resultados negativos, e dois seguem em investigação. "Por isso, mais uma vez alertamos a população para ajudar neste combate ao mosquito, pois não podemos ter casos de dengue na cidade, com todos os focos já identificados, seria um risco para uma epidemia", alerta.
O coordenador ainda destaca que a falta de cuidado da população acontece em todas as classes. Nos últimos dias tem períodos de chuvas, então é preciso que diariamente as pessoas façam uma vistoria nas suas residências e arredores. "Não podemos deixar água acumulada em nenhum recipiente, pois com a temperatura alta como tem sido registrada, este é um cenário propício para a proliferação do mosquito. É preciso lavar bem os potes de água dos animais, observar se as caixas de água estão bem fechada, ver os vasos de flores, calhas, e todos os demais locais que podem acumular água. Precisamos a parceria da população", reforça.
O coordenador ainda ressalta que a comunidade pode colaborar com este trabalho dos agentes, denunciando situações de descaso com relação à água parada e lixo, através dos números (49) 99154 3036 ou 99190 1907. "Todas as denúncias estão recebendo atenção especial da equipe. Inclusive, já agradecemos quem puder colaborar neste sentido", reforça. Outro pedido é para que a população receba bem os agentes, que estão disponíveis para ajudar e orientar.
Nesta semana, o secretário de Saúde Leonir Caron, solicitou mais uma vez a colaboração da comunidade. Segundo ele, é de extrema importância que toda a população ajude no combate ao mosquito, para isso basta eliminar todos os recipientes com água parada e dar um destino correto para os lixos.
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