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Sinte e Governo em negociação
Audiências seguem no Estado e greve geral ainda não está descartada
Em Santa Catarina, seguem as negociações entre o Sinte e o Governo do Estado a respeito do Piso Nacional do Magistério. Até o momento nada definido, mas, segundo a coordenação do sindicato, as discussões a respeito das reivindicações da categoria avançaram de forma positiva. De viagem marcada para Brasília, o secretário de Educação, Eduardo Deschamps, se fez presente somente no início do encontro de segunda-feira, dia 9. Deschamps justificou que sua ausência era devido a uma participação em audiência pública na Capital Federal para tratar exatamente da Lei 3776, sobre o reajuste do Piso Nacional. Nesta data, o coordenador do Coner (Coordenadoria Executiva de Negociação e Relações do Estado de Santa Catarina), Décio Bacedo, e duas pessoas da Secretaria do Estado da Educação e uma da Secretaria de Estado da Administração se reuniram com integrantes do Sinte para iniciar a negociação.
Durante o encontro, Bacedo apresentou algumas tabelas e números referentes à categoria e disse também não concordar com o achatamento do plano de carreira. Conforme dados do sindicato, atualmente, o quadro de profissionais na folha de pagamento está da seguinte forma: 22.462 ativos/efetivos, 22.543 inativos e 20.726 ACTs, sendo no total 65.731 trabalhadores na Educação de Santa Catarina. Para o Sinte, esta também é a principal preocupação, já que a carreira compreende títulos e tempo de serviço. No decorrer da mesa de negociações, o coordenador afirmou que o percentual de reajuste para a categoria, de 22,22%, está garantido pelo governo, mas não se pode afirmar a data que será pago, o que não agradou aos diretores do Sinte. Ele propôs ao sindicato uma série de reuniões para estudar as possíveis maneiras de atender as reivindicações da classe, que acontecerão durante toda a semana, culminando na sexta-feira, dia 13, na presença do secretário. “Precisamos pensar em uma reestruturação da distribuição de coeficientes na tabela salarial”, destacou o coordenador do Coner.
O sindicato afirmou que está disposto a negociar, mas o governo tem que apresentar uma nova tabela salarial com suas propostas e prazos para o pagamento do reajuste, visto que a entidade precisa mostrar números concretos para a categoria, para que a melhor decisão seja tomada na assembleia do dia 17 de abril. Segundo a assessoria da Secretaria do Estado, sobre a Lei do Piso, Santa Catarina já cumpre a lei, pois nenhum professor estadual ganha como vencimento menos que R$ 1.451,00. O que está em discussão agora é a descompactação da tabela salarial do Magistério e o reajuste de 22,22% para todas as categorias do Magistério. Nesta terça-feira, dia 10, o secretário de Estado da Educação, Eduardo Deschamps, esteve em Brasília para audiência na Câmara dos Deputados para discutir o assunto, já que este é um problema nacional e não só de Santa Catarina. Atualmente, 18 estados estão com dificuldade de cumprir a lei ou de estender o reajuste para toda a categoria.
De acordo com a coordenadora regional do Sinte, Sandra Zawaski, a categoria aguarda novidades para a reunião de sexta-feira, dia 13, com o secretário. Nesta data, também será realizada, em São Miguel do Oeste, Assembleia Regional, a partir das 19h, no Salão Paroquial. Durante o encontro, será apresentada e discutida a proposta que será apresentada pelo governo nesta data. Já no dia 17, acontece a Assembleia Estadual do Sinte. Caso a proposta do governo não agrade a classe, na próxima terça-feira será deflagrada greve estadual da categoria.
Reuniões de negociações iniciaram na segunda-feira
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