Setor da construção civil registra avanços
SMOeste possui várias empresas do setor, o que demonstra o crescimento do mercado
O brasileiro possui o sonho da casa própria a dezenas de anos, com o passar das gerações muito mudou, mas a tradição ainda permanece viva em alguns, criando a necessidade de construir, aquecendo a economia, e fazendo com que o dinheiro circule no município e região.
Com base em dados do IBGE e do IDH - Índice de Desenvolvimento Humano, o site Sempre Família divulgou neste final de semana a lista das 10 melhores pequenas cidades do Brasil para se viver. São Miguel do Oeste se destaca com a 8ª colocação, num referencial de cidades com até 100 mil habitantes.
De acordo com o proprietário da Bolfe Engenharia e também engenheiro civil, Victorio Bolfe, São Miguel do Oeste possui diversas empresas que atuam no ramo da construção e incorporação e a cidade está tomando um rumo mais moderno, com empreendimentos mais expressivos. "São Miguel do Oeste é uma cidade polo, onde possui os serviços disponíveis para a população, e isso agrega, gera valor. O que precisa é darmos mais condições para que as pessoas venham até o município para consumir, comprar, se hospedar, jantar, ir ao cinema. Há dificuldades enfrentadas pelas pessoas, como o caso das rodovias e a legislação de trabalho, onde o município ainda não tem uma lei onde os horários de funcionamento do comércio sejam estendidos. Se somos um polo, temos que nos adequar e oferecer condições para que o crescimento aconteça", defende Bolfe.
O uso de tecnologias no setor também merece destaque. "Participamos, com outros profissionais da área, na execução de grandes obras na região e São Miguel do Oeste. Contribuímos para o crescimento da cidade, além de buscar qualidade, inovação e tecnologias com o objetivo de produzir um imóvel com mais qualidade, com vida útil maior e que gere mais conforto para o usuário", salienta Bolfe.
SUSTENTABILIDADE
A adesão aos conceitos e práticas de sustentabilidade nas construções tem ganhado mais força nos últimos anos. Investir em empreendimentos que aliam conforto, bem-estar e contato com a natureza tem sido um desafio para engenheiros e arquitetos.
Uma construção pensando no meio ambiente consiste em reduzir os impactos ambientais a partir da utilização de recursos próprios, como captação da água da chuva armazenada em cisternas e sistema de geração de energia renovável, como a solar.
A Bolfe adota, para construção de suas obras, um sistema inovador de utilização de água da chuva. Esse sistema permite que o canteiro de obras gaste pouquíssima água tratada. A técnica está em captar a água dos terraços e lajes da edificação, armazenar em cisternas e disponibilizá-la nos pontos de uso, para todo o processo construtivo da obra. Também há um sistema para ser utilizado pelos moradores, com o empreendimento finalizado. Este sistema capta água da cobertura, filtra e armazena em cisternas, e estas alimentam pontos de consumo que são dispostos em todos os pavimentos, nas áreas de uso coletivo.
RECICLAGEM
DE RESÍDUOS
A Bolfe faz a separação dos resíduos gerados no canteiro de obras, para reutilizá-los. Por exemplo, fazendo uso de um moinho para reciclagem de restos de blocos cerâmicos, blocos de concreto e diversos outros resíduos, gerando um material que pode substituir até 30% da areia na composição de alguns traços de argamassa. No mesmo moinho são reciclados os restos de gesso, resultando em um produto similar ao calcário, que pode ser utilizado na lavoura. O conceito básico é que, quando amontoamos os restos de obras, estes se tornam entulho, porém quando tratados de maneira correta separando-os por tipo (destino e uso), acabam se tornando produtos recicláveis.
Confira a entrevista
por meio do site
www.folhadooeste.com.br ou pelo QR Code abaixo:
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