Sessão do Legislativo é marcada por explicações do Vila Nova II

Sessão do Legislativo é marcada por explicações do Vila Nova II
Folha do Oeste - Ramos destacou a busca de solução ao invés de batalha política

Prefeito Nelson Foss da Silva acompanhou a sessão e fez explanações

Uma semana após enviar a convocação ao gestor do Fundo Municipal de Habitação para prestar esclarecimentos sobre a construção das 60 casas populares do Conjunto Habitacional Vila Nova II, a Câmara de Vereadores de São Miguel do Oeste recebeu a visita do prefeito Nelson Foss da Silva (PT), na sessão de terça-feira, dia 17, para responder às indagações e dúvidas dos vereadores. Airton Fávero, presidente da Comissão de Finanças e Orçamento foi o principal questionador do prefeito. O objetivo foi buscar esclarecimentos, especialmente sobre a demolição das 33 estruturas de casas que estavam sendo construídas. Para o prefeito Nelson Foss da Silva (PT), esta foi uma sessão histórica para o município, pois será um fato histórico o dia em que ocorrer a remoção da favela Serra Pelada até o Vila Nova II.

“Não somente o fato de remover, mas dando dignidade a estas pessoas. Quando a Câmara convocou nosso diretor de Habitação, fiz questão de vir pessoalmente para que pudesse sair com entendimento e o projeto votado e aprovado. Com certeza, isso dará continuidade e mais agilidade ao projeto”, explicou.

Nelsinho reconheceu que houve erros no projeto que fizeram com que a prefeitura demolisse as fundações das casas e disse que não se deve ficar debatendo o erro, se foi desse ou daquele, pois o que interessa é que a obra seja de qualidade. “A empresa assumiu os erros e o município regularizou agora o andamento da obra. Queremos atender o mais breve possível a estas famílias, e em tempo recorde. Estaremos trabalhando com seis ou sete empresas para construir estas casas, mas todos sabem que a construção civil é uma incógnita devido às condições climáticas. Nossa meta é concluir estes trabalhos em quatro meses”, destacou.

O vereador Airton Fávero (PMDB), principal debatedor com o prefeito, explicou que esta discussão com o Executivo deu-se em virtude de um pedido de informações enviado ainda no mês de março à prefeitura, onde as respostas chegaram agora, no mês de abril, mas faltaram vários documentos, como o projeto de construção das casas, alvará de construção, entre outros. “No nosso entendimento isso nem existia. A demolição das estruturas ao nosso ver foi equivocada e por isso convocamos o responsável pelo setor de Habitação, substituído pela participação do prefeito. Notamos que o prefeito domina o assunto, mas não na integralidade, pois são muitos dados técnicos. Foram explicações somente satisfatórias, mas fizemos questão de aprovar o projeto, mas ainda não está claro o porquê de a prefeitura fazer a demolição, que iria construir as casas, o contrato feito com as empresas, a responsabilidade do prejuízo que causou às 33 estruturas”, explicou.

Fávero disse que foi preciso votar este projeto, mas o Legislativo vai seguir fiscalizando, acompanhando as obras, porque nem tudo está esclarecido. “Entendo que é preciso que  a prefeitura torne pública aquela atitude da terraplanagem malfeita e a demolição. Não podemos admitir essa irresponsabilidade com o mau uso do recurso público. Sabemos da indignação dos moradores, mas não temos a consciência pesada de ter atrapalhado o processo, ao contrário, estamos tranquilos, pois fizemos o possível e o necessário para ter rapidez nas votações”, comentou.

No ponto de vista do presidente do Legislativo, Flávio Ramos (PMDB), este amplo debate era preciso, pois a sociedade cobrava o esclarecimento de muitas questões sobre a polêmica. “Ficou claro que houve erros admitidos pelo prefeito. Ao nosso ver, o laudo de pagamento superior a R$ 100 mil também foi equivocado, porque aquilo que não estava de acordo não merecia pagamento. Acima de tudo, esperamos que a partir de agora as casas realmente ‘aconteçam’, pois é vontade e esperança do Poder Legislativo, das famílias contempladas e também da sociedade. Houve muitos equívocos e atrasos nesta obra. Outra coisa que ficou claro é que a Câmara é exemplar e toda vez que projetos assim chegarem, a tramitação será rápida, pois sabemos das dificuldades destas pessoas, mas que obras assim aconteçam com qualidade, pois é dinheiro público que está sendo aplicado”, enalteceu.

Ramos alertou que o Legislativo irá seguir acompanhando a construção destas casas. “Afinal, são R$ 300 mil aprovados de suplementação da prefeitura, e durante esta semana a orientação final foi encaminhada para o Executivo contribuir com as empresas que agora trabalham na obra”, assinalou.

Ramos esclareceu que o projeto, no todo, prevê a construção de 60 casas, que totalizarão R$ 1,2 milhão. Segundo ele, até o momento oito casas estão quase prontas e mais cinco sendo construídas por uma empresa, totalizando 13 casas. “O prefeito afirmou que outras empresas estarão ingressando nesta frente de trabalho, para todas as casas serem construídas. Vamos acompanhar para que estas 60 moradias sejam definitivamente construídas e agora queremos que o caminho a ser tomado seja o correto”, salientou.

Ainda, segundo Ramos, o objetivo dos esclarecimentos foram alcançados e não foi intenção transformar isso tudo num palco político entre Legislativo x Executivo. “Numa questão com alcance social tão grande não deve haver disputa política e sim todos se abraçarem, pois está em jogo uma questão de dignidade e não uma batalha política”, finalizou.

A próxima sessão do Legislativo será terça-feira, dia 24. O diferencial será a participação de profissional da Clínica Renal, que destacarão o trabalho desenvolvido pela entidade, que benificia pessoas com problemas renais.

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