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São Miguel do Oeste registra três casos suspeitos de dengue

São Miguel do Oeste registra três casos suspeitos de dengue

Prova do descaso com as medidas preventivas é que neste ano já foram registrados 466 focos do mosquito no município

População precisa se conscientizar mais sobre a importância de colaborar no combate ao mosquito Aedes Aegypti, transmissor da Dengue, Febre Chikungunya, Zika Vírus e Febre Amarela. Prova do descaso com as medidas preventivas em São Miguel do Oeste é que neste ano já foram registrados 466 focos do mosquito, e no momento também há três casos suspeitos de dengue. De acordo com o coordenador do Programa de Combate a Dengue, Célio Silva, o cenário é preocupante no município, pois o número de focos segue aumentando e o descarte de lixo segue sendo feito de forma errada. "Ainda encontramos muitos problemas com relação a lixos nas residências e nos terrenos baldios. As pessoas precisam entender que qualquer recipiente com água parada, independente do tamanho, precisa ser eliminado", ressalta.

Segundo o coordenador, a ocorrência de chuvas nos últimos dias e a proximidade com o verão também são fatores preocupantes. "Frente a estas situações a comunidade precisa ficar atenta, e diariamente verificar dentro e fora de casa se não há recipientes com água, o que é propício para a proliferação do mosquito. Reforçamos mais uma vez que toda a população precisa e deve colaborar constantemente, pois a situação é preocupante", salienta. Silva destaca que somente no centro de SMOeste já foram registrados 82 focos do mosquito, o que revela que o problema está em todo lugar.

Para amenizar a situação e reforçar os trabalhos de combate ao mosquito, na última semana foi realizado o Mutirão de Limpeza nas ruas centrais do município. As equipes passaram pelas principais ruas da cidade recolhendo o lixo reciclável, o orgânico, o eletrônico e os móveis em desuso, com exceção de entulhos de construção e galhos de árvores. 


PROPRIETÁRIOS DE TERRENOS SERÃO NOTIFICADOS


Em SMOeste, a Administração Municipal está intensificando o trabalho de fiscalização e notificação de proprietários de terrenos baldios sem manutenção ou limpeza. Os agentes da Dengue estão auxiliando na identificação dos locais e os fiscais estão encarregados da confirmação da situação. A população também pode colaborar, encaminhando denúncias à Secretaria de Desenvolvimento Urbano.

Nos últimos dias, cerca de 30 notificações foram expedidas. O objetivo é evitar a proliferação de animais peçonhentos e do mosquito Aedes Aegypti, além de manter a cidade mais limpa e bonita. De acordo com o fiscal de Obras e Postura, Luis Antonio Spenassatto, em um primeiro momento, é enviada a notificação, estabelecendo o prazo de 15 dias para que o proprietário proceda a limpeza do mesmo. Caso o serviço não seja feito, é expedida uma multa no valor de R$ 466,38. Em caso de reincidência, o valor sobe para R$ 1.165,97. Também estão sendo colocadas placas de aviso nos terrenos. Quem não pagar a multa ou a limpeza, será inscrito em dívida ativa.

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