PP começa a discutir estratégias

Na manhã de ontem, o Partido Progressista promoveu encontro em São Miguel

Na manhã de ontem, partidários do PP (Partido Progressista) da região Extremo Oeste estiveram reunidos na sede do partido, em São Miguel do Oeste, com o deputado estadual Plínio de Castro e o ex-presidente e ex-deputado federal, Hugo Biehl. O encontro serviu para discussões sobre a atual conjuntura política.

Hugo Biehl, que talvez seja o nome mais forte do partido no estado de Santa Catarina para concorrer ao governo do Estado nas eleições de 2010, relatou que estes encontros servem para ter uma base da vontade de cada região e também a discussão para as estratégias progressistas. "Vamos tentar construir alianças já para o primeiro turno. Queremos que o povo saiba que a oposição em Santa Catarina está de pé, não para combater, mas para ser uma alternativa. O PP vai se apresentar com um candidato a governador", garante.

Nas duas últimas eleições, Biehl não obteve sucesso. Em 2002, quando concorreu a uma vaga para o Senado Federal, faltaram 14 mil votos para se eleger. Já em 2002 ele foi candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Esperidião Amin. A eleição foi para o segundo turno, mas acabaram derrotados pelo atual governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) e pelo vice, o tucano Leonel Pavan.

"Foi um resultado político normal, levamos a eleição para o segundo turno mas não tínhamos qualquer chance devido à nossa estrutura. Meu nome está à disposição e tenho vontade de concorrer ao governo do Estado. É evidente que não estamos em campanha porque a Justiça Eleitoral não permite, mas estamos considerando esta possibilidade, porém o partido tem tempo para confirmar", relata.

Biehl disse que o PP ouvirá os companheiros e a sociedade, buscando oferecer alternativa, revelando estar preocupado com a situação de Santa Catarina.

O progressista lembrou que nestes oito anos de governo de Luiz Henrique a arrecadação quase triplicou, chegando a perto de R$ 1 bilhão. "Na verdade o Estado se transformou num grande gastador, salvo o asfalto, que é um dinheiro que deixamos no posto de combustível ao abastecer nossos veículos. O governo é obrigado a fazer asfalto com esses impostos. Ele não faz porque quer. Tirando isso, não observamos uma estratégia liderada pelo governo para enfrentar situações rotineiras, como a estiagem", alfineta o ex-deputado federal.

O político destacou ainda que o PP está aberto a todos os partidos. De acordo com ele, a única impossibilidade de coligação é com o PMDB, mas em nível de Estado.

"Em alguns municípios o PP e o PMDB são aliados. Não temos dificuldades para construir alianças, mas somos o outro lado", resume Biehl.

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