Benefícios econômicos do Sicredi para associados crescem 22% |
Pobres trabalham o dobro dos ricos para pagar os impostos
Feirão do Imposto apresenta essa realidade para a comunidade regional
Quem ganha menos no Brasil sofre mais com o peso dos tributos. Essa é uma das principais conclusões do estudo "Receita pública: quem paga e como se gasta no Brasil", divulgado no mês de julho pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada). O texto, integrante do Comunicado da Presidência do Ipea nº 22, é dividido em três partes. A primeira, inédita, mostra o impacto da Carga Tributária Bruta (CTB) do ponto de vista funcional. A segunda, do ponto de vista do indivíduo. A terceira, em razão de despesa pública. Uma constatação importante no Comunicado nº 22 é a de que os brasileiros com remuneração de até dois salários mínimos precisam trabalhar praticamente o dobro de dias, em comparação com aqueles com renda maior que 30 salários mínimos, apenas para pagar tributos. Quem ganha até dois salários mínimos trabalha 197 dos 365 dias do ano somente para pagar tributos. Quem recebe mais de 30 salários mínimos, por sua vez, precisa trabalhar o equivalente a 106 dias. "Os não proprietários têm uma carta tributária bruta 78,1% superior à dos proprietários", explica o presidente do Ipea, Márcio Pochmann. De acordo com o estudo, quem recebe até cinco salários mínimos tem carga tributária superior à média do País. "Mais da metade do que ele recebe é transferido para os cofres públicos, do ponto de vista bruto. Temos um enorme diferencial. Quem tem menos dinheiro paga mais imposto no Brasil", enfatiza Pochmann. O estudo traz também uma radiografia de como são gastos os tributos recolhidos. Os brasileiros gastaram, em 2008, 20,5 dias de trabalho para pagar os juros da dívida pública. Já o programa Bolsa Família custou 1,4 dia. Os brasileiros precisaram de 16,5 dias de trabalho para pagar as aposentadorias e pensões da área urbana. As aposentadorias dos servidores do Executivo, Legislativo e Judiciário custaram 6,9 dias. FEIRÃO DO IMPOSTO Foi pensando nesta realidade brasileira que surgiu o Feirão?@ do?@ Imposto, um projeto catarinense que nasceu em 2003, na cidade de Joinville, por meio do Núcleo de Jovens Empresários da Associação Comercial e Industrial de Joinville. Ele foi o ponto de partida para deflagrar uma campanha nacional acerca da alta carga tributária, mobilizando toda a sociedade civil para a causa de informar e, sobretudo, educar a população sobre o quanto se paga de imposto, já que a grande maioria dos brasileiros não tem consciência do que representa a carga tributária brasileira. Além disso, busca também chamar a atenção da população para o que se recebe em troca de pagar tanto imposto. Este ano, o Feirão Nacional será realizado no dia 3 de outubro. Nesta data, jovens de todo o País estarão reunidos para conscientizar a população a respeito da carga tributária aplicada nos mais diversos produtos e serviços. Na região Extremo Oeste de Santa Catarina, o Feirão é coordenado pelo Jesmo (Núcleo dos Jovens Empreendedores) da Acismo (Associação Comercial e Industrial). De acordo com o coordenador do núcleo, Ediney Prigol, este ano, além da realização do feirão no dia nacional, o grupo estará realizando no dia 1º de outubro um evento junto à Unoesc, para distribuir panfletos e demonstrar aos acadêmicos o quanto o trabalhador brasileiro paga de imposto sobre os?@produtos que consome.
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