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Palestra busca reflexão
"Eu preciso enxergar minha família com as limitações que ela tem, mas tentar promover ela para o melhor. Nunca abandonar, sempre evoluir porque família não é coisa que se larga, que se troca, não é como um sapato que você vai na loja, troca e está tudo certo. Família é coisa séria, não apenas pelos laços de sangue, mas pela convivência. São pessoas que estão ao nosso lado hoje e estarão até o fim de nossa vida, quando nenhum amigo sobrar, a família vai estar ali", reflete a palestrante Tangriany Pompermayer Coelho.
Iniciou no dia 14, as celebrações voltadas a Semana Municipal e Nacional da Família. As programações especiais voltada a data encerram no domingo, dia 21.
Neste ano, o tema da Semana é 'A misericórdia na Família: dom e missão'.
Entre as atividades da semana, esteve a realização da palestra-show com Tangriany Pompermayer Coelho, que abordou o tema "A família e suas relações no mundo pós-moderno".
A palestrante analisa que com o passar dos anos, muita coisa mudou. "Não dá para dizer que o ser humano é o mesmo de 20 anos atrás ou de 30 anos atrás, então a gente tem hoje, um ser humano completamente diferente, que tem outros focos, que se comunica de outra forma, porém, a sua base, a sua essência continua a mesma", observa.
Ao citar as mudanças no comportamento humano, Tangriany relata o que continua intacto. "Todo mundo precisa de amor, de carinho, todo mundo precisa de respeito, e quando esses limites não são respeitados, a família começa a entrar em crise, em conflito, que é muito do que a gente tem hoje, seja qual for o modelo de família", salienta.
Fatores como estes foram tratados durante o evento, que atraiu grande público apesar do tempo frio e chuvoso. Para ela, o diálogo, é um grande trunfo para que a família vença este grande jogo, que é a vida. "Hoje, há falta de diálogo em tudo, quantas vezes, a gente tem problemas até no mundo do trabalho porque a gente não consegue conversar. Falar não é uma coisa tão simples. A gente fala sobre qualquer coisa, mas quando aquilo que a gente quer falar, vem de dentro, quando é algo que nos machuca, nos incomoda tudo se torna difícil. Essas relações demandam intimidade, tempo, e aí já não é mais essa conversinha em forma de bate-papo, é uma conversa, que tem que ser cultivada dentro de casa. Não é porque a gente mora no mesmo lugar, que a gente se esbarra no mesmo lugar, que a gente tem essa relação fácil de se abrir, de conversar", constata a palestrante ao dizer que a conversa entre os familiares deve ir além, é preciso abordar até mesmo os sonhos, expectativas daqueles que dividem o mesmo lar.
Segundo Tangriany, independente do modelo de família, além do diálogo, o amor também deve estar em primeiro lugar na rotina diária. "Se tivermos uma cultura de amor para qualquer criança, para qualquer relação de família, se estabelece relações diferentes. Quando há discriminação, gritaria, brigas, quando se vai pela via do embate, acaba que não dá certo. A gente precisa aceitar, falar mais, mas ouvir mais, mas tudo de uma forma carinhosa, tudo com amor porque o embate não leva a lugar nenhum", declara.
De acordo com ela, as brigas, os desentendimentos, muitas vezes levam ao afastamento. "Quantos jovens se sentem afastados pelos pais em função dessas coisas. Quantos pais tem dificuldade de abordar determinados assuntos com os filhos, então cada um precisa abrir mão de um pouquinho da sua razão para ouvir a razão do outro, e a partir disso, construir acordos, construir coisas que façam bem para os dois lados", comenta.
DIA A DIA
É na relação diária, na rotina intensa, nas tarefas árduas, que precisam ser executadas diuturnamente, que o tempo com a família acaba aparecendo cada vez menos na agenda das pessoas. "Não há tempo nem para a briga, nem para o amor. Isso é muito triste, quando a gente chega nesse nível, de você sair o dia inteiro para trabalhar e ir à noite para a faculdade, tudo bem, são quatro anos da vida que se vai, mas o problema é quando toda a vida é assim", destaca ao questionar: "Será que a gente precisa tanto ganhar dinheiro ou será que a gente está colocando as nossas expectativas, valores, em algo errado?"
Por fim, ela declara que apesar de tudo, não se deve deixar tempo para o arrependimento. "Você já foi em um velório em que a pessoa diz assim: 'eu me arrependi de não ter trabalhado mais.' Ninguém diz isso, quando chega ao fim da vida, a gente se arrepende de não ter dado mais carinho para o filho, de não ter olhado nos olhos, de não ter conversado, de não ter brincado, de não ter jogado conversa fora, essas coisas bem comuns, que as pessoas não estão mais tão interessadas em fazer", conclui.
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