PREVENÇÃO

Janeiro Roxo: Período é de alerta sobre a hanseníase

Janeiro Roxo: Período é de alerta sobre a hanseníase
Reprodução Internet

Neste domingo, dia 27, foi celebrado o Dia Mundial de Combate e Prevenção da Hanseníase, e por esta razão, o mês de janeiro, também chamado de Janeiro Roxo, é um período dedicado a reforçar o esclarecimento e orientação sobre a doença. Na região, vários municípios estão promovendo ações alusivas a data. Em Guaraciaba, a equipe da Secretaria de Saúde também aderiu a campanha mundial, e neste mês os profissionais estão redobrando a atenção da comunidade com relação a hanseníase.

De acordo com a secretária de Saúde, Daiane Dorigon, durante o mês de janeiro, a equipe está entregando folders explicativos e alertando a população sobre os sinais e cuidados com a doença, destacando sempre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce para o tratamento. Segundo a profissional, no momento, o município não registra casos de pacientes com a doença, e é também por esta razão que a equipe quer reforçar a importância da população ter conhecimento e se manter em alerta.

Daiane explica que a hanseníase, antigamente conhecida como lepra, é causada por uma bactéria, que atinge especialmente as células da pele e células nervosas. Entre as principais orientações que a equipe da Saúde de Guaraciaba está repassando, é para que a população observe frequentemente se há manchas no corpo, principalmente com aspecto esbranquiçado ou avermelhado, quedas de pelos nas áreas das manchas, perda da sensibilidade pelo calor ou frio, e dor nesses locais. Os sintomas também podem ser de formigamento, dor nos nervos das pernas, braços e pescoço, além de caroços pelo corpo. "É importante que as pessoas se observem, e quando apresentarem alguma mancha com alguma das características ou sintomas citados, que procure o mais breve possível uma unidade básica de saúde", reforça.

A hanseníase é adquirida pelo contato direto com a pessoa doente sem tratamento, através de vias respiratórias, gotículas da saliva que saem quando a pessoa tosse, fala, espirra ou contato direto boca a boca. Apesar de a hanseníase ser uma doença que afeta a pele, Daiane destaca que a doença não é transmitida por um aperto de mão, abraço ou compartilhamento de copos, talheres ou pratos, mas sim, pelas vias respiratórias.

A secretária ainda explica que a doença tem tratamento e é ofertado de maneira totalmente gratuita pelo SUS. Neste sentido, o diagnóstico precoce e o tratamento correto são as principais formas de evitar as deficiências e incapacidades físicas causadas pela hanseníase. "A doença tem cura, por isso a importância das pessoas fazerem o diagnóstico precoce. Pedimos que a população do município atenda a esse chamado, faça uma avaliação e procure orientações e informações junto a equipe", acrescenta a profissional. 


INCIDÊNCIA DE CASOS


Atualmente, na regional de São Miguel do Oeste, que compreende 22 municípios, estão em acompanhamento 16 pacientes e uma criança com hanseníase. Todos os casos são de Hanseníase Multibacilar.

De acordo com dados da Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina), em 2017, o Brasil registrou um total de 26.875 novos casos de hanseníase, equivalendo a uma taxa de detecção de 12,94 casos por 100 mil habitantes. Segundo o relatório da OMS (Organização Mundial de Saúde) de 2016, o Brasil é classificado como um país de alta carga para a doença, sendo o segundo com maior número de casos novos registrados no mundo.

Em Santa Catarina, também no ano de 2017, foram notificados 117 casos novos, correspondendo a uma taxa de detecção de 1,67 casos por 100 mil habitantes. 

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