Instalados primeiros biodigestores em Itapiranga

Afluente do rio será estudado e monitorado pelo Projeto Alto Uruguai

Nesta terça-feira, dia 8, os primeiros biodigestores do Projeto Alto Uruguai, que a Eletrosul, a Eletrobrás, a Unochapecó, a UFRJ e o MAB, além das 29 prefeituras (10 no Rio Grande do Sul e 19 em Santa Catarina) desenvolvem, foram inaugurados na cidade de Itapiranga. O projeto Alto Uruguai é uma iniciativa que reúne movimentos sociais, universidades, governo federal e municípios com o objetivo sócio-ambiental, desenvolvidos em três eixos de ações: conservação de energia, fontes alternativas e inclusão energética.

Dentre as fontes alternativas, um dos tópicos é a construção de biodigestores, equipamentos que transformam dejetos suínos em biogás (que pode ser transformado em energia térmica ou elétrica), gerando renda para as famílias. Os 35 biodigestores que compõem o projeto foram instalados em 35 propriedades dos 29 municípios participantes. Somente na microbacia da comunidade de Santa Fé Baixa, em Itapiranga, que é afluente do Rio Uruguai, foram instalados 10 biodigestores. "O objetivo agora é fazer o monitoramento da qualidade da água da bacia. Teremos um diagnóstico de antes e depois dos biodigestores", explica Jorge Luis Alves, do Departamento de Planejamento, Pesquisa e Desenvolvimento da Eletrosul e coordenador do projeto pela empresa.

Entre os principais problemas ambientais provocados pelos dejetos suínos está a contaminação do solo e do lençol freático, além do forte odor, já que muitos municípios possuem criações de suínos na área urbana das cidades. A biomassa usada nos biodigestores resulta em biogás (que pode virar energia elétrica), adubo (que pode ser secado e empacotado para ser comercializado ou ser usado pela própria propriedade) e água (que já está despoluída e pronta para ser despejada nos rios).

Alves explica que a entrega do relatório de monitoramento deve acontecer no final do mês de março de 2010, quando já será possível verificar se a instalação apresenta os resultados esperados. Em maio, a Unochapecó e a Eletrosul firmaram um convênio para estudo da bacia Santa Fé e de acompanhamento sanitário e ambiental das propriedades que participam do projeto.

Entre as atividades previstas no convênio estão, além do monitoramento da qualidade da água, o acompanhamento da qualidade de efluente do biodigestor nas propriedades, avaliação e monitoramento da estrutura da comunidade de insetos, da avifauna da vegetação ciliar, conhecimento das espécies arbóreas e arbustivas e apresentação de um plano de recuperação das áreas de preservação permanente.

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