OPERAÇÃO IRMANDADE

Gerente do IMA, Rodrigo Eskudlark, é afastado do cargo

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A operação Irmandade, que investiga crimes ambientais e contra a administração pública, movimentou municípios catarinenses. A ação ocorreu em São Miguel do Oeste, Barra Bonita, Santa Helena, Guaraciaba, São José do Cedro, Paraíso, Canoinhas, Joinville e Florianópolis.

O Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) deflagrou, na manhã de terça-feira, dia 07, a operação Irmandade, que apura crimes ambientais e contra a administração pública. Foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva, 29 buscas e apreensões e três afastamentos cautelares de função pública. As investigações se iniciaram há 10 meses pela 3ª e 4ª Promotorias de Justiça de São Miguel do Oeste. Segundo as apurações, servidores do Instituto do Meio Ambiente (IMA), em conluio com particulares e empresários, facilitavam a aprovação de projetos ambientais.

Durante coletiva de imprensa, a coordenadora do núcleo do GAECO em São Miguel do Oeste, promotora de Justiça Marcela de Jesus Boldori Fernandes, salientou que a Operação Irmandade teve como objetivo a desarticulação de uma organização criminosa composta por servidores do Instituto do Meio Ambiente, engenheiros ambientais, despachantes ambientais e empresários suspeitos de receber valores em troca da agilização e facilitação de licenças ambientais, no âmbito de São Miguel do Oeste.

Segundo a promotora de Justiça, alguns dos investigados e servidores do IMA estariam facilitando a aprovação de projetos ambientais em troca de vantagens indevidas.

Foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva contra dois servidores do IMA em São Miguel do Oeste; um engenheiro ambiental, um técnico agrícola e um despachante ambiental. Além disso, foram cumpridos três afastamentos cautelares, sendo o gerente regional do IMA de São Miguel do Oeste e dois cargos comissionados do IMA, em Florianópolis.

Essa é primeira fase da investigação, sendo que o Instituto Meio Ambiente, por meio do presidente Valdez Rodrigues Venâncio, declarou apoio total a investigação. "Esperamos que os culpados sejam penalizados. Por isso cooperamos e colaboramos para que todos os fatos sejam esclarecidos. Nós temos total confiança no trabalho que está sendo realizado", disse o presidente do IMA.

Durante a operação foram apreendidos documentos, computadores e outros materiais. A direção do IMA vem prestando todo o apoio à investigação em curso.

O GAECO é uma força-tarefa composta pelo Ministério Público de Santa Catarina, pelas Polícias Civil, Militar e Rodoviária Federal, pela Fazenda Estadual, entre outras instituições parceiras.


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