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Estiagem não dá trégua no Extremo Oeste
Lavouras de milho e fumo já registram perdas de mais de 50%
Na tarde de quinta-feira, dia 18, prefeitos da região da Ameosc (Associação dos Municípios do Extremo Oeste de Santa Catarina) estiveram reunidos na última Assembléia Ordinária do ano, oportunidade em que trataram da estiagem que assola a região desde o mês de novembro.
Conforme o presidente da Ameosc, Enio Recksiegel, a situação é preocupante e a maioria dos municípios já registram perdas de 50 a 60% nas lavouras de milho e fumo, além de perdas de 30% na produção de leite.
Belmonte e Santa Helena sofrem com outro dilema ? os dois municípios já sofrem com a seca, mas em ambos ainda está em vigência o Decreto de Emergência do excesso de chuva registrado no mês de outubro e com isso não pode haver um novo decreto.
Em São José do Cedro, a chuva forte do último domingo amenizou a situação, mas o Decreto de Situação de Emergência permanece. A estiagem dos últimos dias já havia causado perdas de 35% a 70% em safras de milho e fumo.
Conforme o secretário de Agricultura, Volnei Dallo, a chuva atingiu todo o município cedrense e em algumas localidades foram registrados índices de 30 a 50 milímetros de chuva. \"Devido à estiagem, diversos plantios foram danificados, prejudicando também o bolso do agricultor. A chuva de ontem auxiliará as safras que estavam em atraso e aliviarão as perdas das demais plantações\", afirma Dallo.
Nesta semana, o município de Paraíso decretou Situação de Emergência pela falta de chuva. Os setores mais prejudicados foram o milho do cedo, com perdas de 60%. As fontes de água já estão secando e a chuva do último final de semana amenizou um pouco, adiando assim a necessidade de racionar água.
Em Anchieta, a comissão da Defesa Civil se reuniu e também decretou Situação de Emergência. Segundo o prefeito Antonio Mariani, na última semana foi feito um levantamento pelos técnicos da Secretaria da Agricultura, que constataram perdas 40 a 60% no milho, 50% no fumo, queda na produção de gado de corte de 20% e re dução na produção de leite em 50%. \"Mesmo com as chuvas que amenizaram, as perdas são irreversíveis e a cidade está sendo abastecida por um açude\", lamenta.
Recksiegel informou que, mesmo que chova, algumas perdas são irreversíveis e agora a solução é decretar Situação de Emergência e aguardar resposta da Defesa Civil.
EMERGÊNCIA NA AGRICULTURA
Nesta semana, a Faesc (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina) também se manifestou sobre a situação da seca e informou que na agricultura o Extremo Oeste já sofre mais do que os municípios atingidos pelas enchentes de novembro. \"A situação no Extremo Oeste é a mais grave, onde as lavouras de milho de 5.000 produtores rurais estão destruídas em torno de 50% e 100%\", constava na nota.
Segundo a Faesc, a única saída para esses produtores é transformar em silagem para o gado o que restou das lavouras, permitindo assim o replantio imediato de milho ou de feijão. Para fazer isso e reduzir os prejuízos, o Banco do Brasil precisa autorizar a aplicação do seguro (Proagro Mais) nessas lavouras. \"Trata-se de uma situação emergencial na qual, para agilizar o processo, o Banco deve abrir mão dos laudos emitidos por seus próprios técnicos e aceitar os laudos da Epagri\", explicou o vice-presidente Enori Barbieri.
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