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Estiagem leva município a decretar Emergência

Estiagem leva município a decretar Emergência
Ascom

O decreto será assinado pelo prefeito Wilson Trevisan nessa quarta-feira, dia 15. A situação de Emergência no município em virtude da estiagem é uma decisão que foi tomada após uma nova reunião do Conselho de Defesa Civil, no final da tarde de ontem, na qual se indicou esta necessidade com base nos dados mais recentes.  O Município de São Miguel do Oeste já tem em vigor outros dois decretos de Emergência, em virtude da pandemia do Covid-19, e devido à dengue. O principal efeito prático, após a homologação do Decreto, é a possibilidade de prorrogação de dívidas no setor agrícola. De acordo com o coordenador da Defesa Civil Municipal, Jeferson Dias, o fator decisivo foi o aumento dos últimos dias do número de famílias que precisam receber água em suas propriedades, no interior do município.

Até quinze dias atrás, eram menos de dez famílias que recebiam agua, hoje, segundo o secretário de Obras, Antonio Dariff, são mais de 70. Muitas delas recebem para uso doméstico, e não apenas animal, como era até pouco tempo. O diretor da Secretaria de Agricultura, Nédio Jeziorski, disse que São Miguel do Oeste demorou mais que outros municípios da região para sentir os efeitos da falta de água para consumo, em razão do forte trabalho realizado pela Administração Municipal, com a abertura de poços artesianos e, principalmente, mais de 130 poços caxambu. A proteção destas fontes continua, e deve chegar próximo às 200 até o fim deste ano. As estimativas de perdas no setor agrícola também aumentaram nos últimos dias. Dados da Epagri apontam para prejuízos de 20% na produção de leite, 35% na soja, 35% no feijão, e 40% no milho safrinha.

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