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Entenda como será feito o uso da hidroxicloroquina
Durante a manhã da última quarta-feira, dia 1º, o presidente da República, Jair Bolsonaro, postou em suas redes sociais que esteve em conversas com o presidente norte americano Donald Trump sobre o uso da hidroxicloroquina. Esse medicamento mostrou bons resultados contra o Covid-19, patologia que vem preocupando o mundo por ter uma alta taxa de transmissão e por ter causado mais de 70 mil mortes no mundo até hoje, dia 6. No Brasil, seu uso foi liberado pelo Ministério da Saúde no dia 27 do mês passado e de acordo com alguns atendentes de farmácias de São Miguel do Oeste em contato com a reportagem do Folha do Oeste, naquela semana se deu um aumento da procura pelas pessoas em geral, apesar da automedicação sem acompanhamento não ser recomendada.
Durante a coletiva de imprensa que aconteceu na terça-feira, dia 31, em resposta ao questionamento do Folha do Oeste, o secretário da Saúde do estado, Helton Zeferino, disse que o remédio é recomendado para os casos mais severos de Covid-19, e que será usado em SC também. Segundo ele, o Ministério da Saúde, em parceria com os laboratórios das Forças Armadas produziu uma quantidade de hidroxicloroquina para ser disponibilizada para todos os estados do país. Helton diz que agora haverá um período de testes e de análise de vários estudos, e essas demonstrações vão ajudar a aprimorar doses e usos, e que será trabalhando em uma linha das recomendações do Ministério da Saúde.
De acordo com a infectologista Priscila Garrido, a hidroxicloroquina é utilizada em associação a outros medicamentos, geralmente antibióticos, para realizar a cobertura de bactérias e outros vírus. Priscila explica que nesse caso, ela pode funcionar de forma um pouco diferente para cada paciente e que é necessário observar também as comorbidades que os pacientes apresentam, medicações que podem ter interações, etc.
O informativo do Ministério da Saúde publicado no dia 27 sobre o medicamento aponta que antes de seu uso é necessário verificar o ECG (Eletrocardiograma), o que demonstra que esse remédio não deve ser administrado em casos não graves e sem acompanhamento. Priscila também explica que os estudos com medicações demoram muito para ter resultados conclusivos, e o que tem sido feito agora é uma utilização com base em estudos pequenos e talvez não seja aplicável para a população em geral apesar de já estar liberado para uso. Sobre o aliviamento do sistema da saúde ela também comenta, "o remédio não vai diminuir o número de pessoas doentes no hospital, porque é justamente usado para pacientes internados e em estado grave. Ele [o remédio] teria o objetivo de diminuir a mortalidade e não diminuir o número de pacientes", e finaliza orientando que a automedicação deve ser evitada.
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