INFRAESTRUTURA

Em Santa Catarina, 86% das obras estão atrasadas ou paralisadas

Em Santa Catarina, 86% das obras estão atrasadas ou paralisadas

Segundo levantamento da Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina), cerca de 86% das obras de infraestrutura e logística no Estado estão paralisadas ou atrasadas. O estudo também mapeou a necessidade de investimentos no setor e apontou que é preciso R$ 3,1 bilhões por ano até 2022 para adequar a qualidade da infraestrutura com as demandas da população. Para o o gerente para assuntos de infraestrutura da Fiesc, Egídio Martorano, "a única solução é procurar a iniciativa privada".  

Para a esfera federal, é necessário R$ 1,7 bilhão por ano, diz a Fiesc. A verba do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes em Santa Catarina (DNIT/SC) para 2019 é de R$ 472 milhões, com possibilidade de incremento de mais R$ 450 milhões via emenda parlamentar, o que demanda negociação com o Congresso e gera incerteza. O valor poderia chegar a R$ 922 milhões, ou 54,3% do que a Federação considera necessário. 

Mais da metade do valor pretendido, R$ 2,25 bilhões, é destinado para obras rodoviárias. Os principais gargalos são a duplicação da BR-470, no Vale do Itajaí, a BR-101 no Contorno da Grande Florianópolis, as BR-282 e BR-163 no Oeste, e a BR-280, no Norte. Em Santa Catarina, o modal rodoviário responde por 68,7% da matriz do transporte. 

O plano também prevê recursos para outros modais. São necessários R$ 162,6 milhões para obras ferroviárias, R$ 316,4 milhões para obras aeroviárias, e R$ 374 milhões para obras aquaviárias. "Não são obras estruturantes, não tem trem-bala, não são elefantes-branco, mas se não forem feitas, Santa Catarina corre o risco de perder sua competitividade", disse Martorano. 

"O cenário é muito ruim para o Estado. Nós temos dificuldades de escoar a nossa produção, de receber insumos para a produção e em todos os modais. Nós temos dito que investir em Santa Catarina, além de ser uma questão de justiça, também é uma questão de inteligência. O Estado é rico, que produz, e certamente os investimentos serão compensados rapidamente pela arrecadação de tributos" disse o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar. 

Para a Fiesc, o planejamento para gerir os investimentos é fundamental. A Federação criou recentemente, em parceria com outras 40 entidades, um Conselho de Infraestrutura que vai elencar e colocar em ordem de prioridade as demandas do setor produtivo. "Nós queremos a implantação de um núcleo de planejamento. E que essa seja uma política de Estado, e não de governo", afirmou Martorano. 

Para Aguiar, a saída para tirar os projetos do papel é buscar recursos na iniciativa privada. "Certamente não haverá dinheiro público suficiente, nós temos recebido investimentos muito inferiores às nossas necessidades e a falta de infraestrutura inibe o crescimento da economia catarinense, então haverão outras modalidades, como concessões, parcerias público-privadas, que podem atender essa necessidade." 

Prioridades rodoviárias:

-Duplicação e melhorias nas BR-470 (Vale do Itajaí) e BR-280 (Norte); 

-Restauração e melhoria nas BR-282 (Oeste), BR-163 (Oeste) e BR-285 (Sul); 

-Manutenção das rodovias estaduais; 

-Concessão da BR-101 trecho sul. 


Prioridades aquaviárias: 

-Dragagem no complexo portuário da Baía da Babitonga (portos de São Francisco do Sul e Itapoá); 

-Dragagem e ampliação da retroárea e nova bacia de evolução no Porto de Itajaí; 

-Recuperação e ampliação do molhe de abrigo no Porto de Imbituba; 

Prioridades ferroviárias:

-Conclusão do contorno ferroviário de Joinville; 

-Conclusão do contorno ferroviário de São Francisco do Sul; 

-Construção de contorno ferroviário em Jaraguá do Sul. 

Prioridades aeroviárias:

-Acesso ao aeroporto de Florianópolis; 

-Estabelecer um programa de exploração para transporte de cargas; 

-Ampliação e melhorias de aeroportos regionais.

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