Comunidade se beneficia com o uso de jornal em sala de aula

Sugestão do Programa Jornal, Educação e Cultura é aceita por todas as escolas parceiras e proporciona uma oportunidade aos familiares de alunos realizarem leituras informativas e de atualização

O que uma escola estadual de Palma Sola, outra de Dionísio Cerqueira e mais outra localizada em São Miguel do Oeste têm em comum? Além da administração e do modelo arquitetônico, as escolas estaduais estão fornecendo jornais para a realização de leitura doméstica, isto é, promovida pelos familiares dos alunos que trabalham com esses mesmos jornais em sala de aula. Foi isso o que a equipe de visitação do Programa Jornal, Educação e Cultura percebeu em mais um roteiro de trabalho feito por escolas estaduais, nas regiões de Dionísio Cerqueira e São Miguel do Oeste.

Na Escola de Educação Básica Theodureto de Farias Souto, localizada no centro de Dionísio Cerqueira, o Folha do Oeste chega pontualmente todas as segundas-feiras às mãos dos educadores da escola. Como a edição de sábado do jornal vem enriquecida com matérias sobre educação, cultura, lazer, espaço do leitor e variedades, entre outras seções de grande potencial pedagógico, o processo de realizar a leitura informativa e logo depois a analítica, para escolher a matéria que irá servir de texto para leitura conjunta em sala de aula, demora um pouco. Nesse instante, segundo a diretora Leandra Luiza Bertuzzi, você percebe como o aluno já está familiarizado com a presença do jornal na sua rotina escolar: "Quando o jornal demora um pouco além do que é de costume para chegar à mão do aluno, em sala de aula ou biblioteca, sempre aparece um ou dois alunos, perguntando onde está o jornal", explica Leandra. Os leitores da comunidade atendida pela escola aprovam por unanimidade a atitude de parceria da instituição e se manifestam a favor através das reuniões da APP local.

Não muito longe dali, em Palma Sola, na Escola de Educação Básica Claudino Crestani, o assessor de diretoria Nadir Gritti recebeu a equipe do Programa Jornal, Educação e Cultura, contando de uma realidade bem semelhante à da escola de Dionísio Cerqueira. "O jornal é uma ferramenta que mudou a rotina da escola, bem como o modelo do nosso relacionamento com a comunidade.", destaca Gritti. A Escola de Palma Sola tem como ponto forte o incentivo à leitura, realizada por alunos e professores todos os dias, em um horário determinado e com participação total de pessoal pedagógico e administrativo. O assessor lembra que a EEB Claudino Crestani tem, na política do diretor Hildo Tumelero, promovido o desenvolvimento de novas competências junto a educadores e educandos.

Completando o roteiro de visitas, a equipe visitou a Escola de Educação Básica Alberico de Azevedo, onde conversou com as professoras Ivone de Oliveira, assessora da diretoria da escola, e a coordenadora pedagógica Dilce Fronzen. Apesar da forma de repasse e dos conteúdos pedagógicos um pouco diferenciados, a relação de parceria mantida com a comunidade através da leitura doméstica do Jornal na Escola é das mais saudáveis e positivas existentes entre os profissionais envolvidos com atividades de incentivo à leitura em salas de aula do Extremo Oeste catarinense. " Não é só a leitura em sala de aula, as atividades realizadas com o apoio do jornal, mas a possibilidade de podermos trabalhar mais próximos à comunidade onde atuamos, é o diferencial que valoriza o jornal como alternativa de ferramenta pedagógica.ao trabalho do educador", finaliza a professora Ivone de Oliveira.

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