Comunidade começa a ser reconstruída

Comunidade começa a ser reconstruída
Folha do Oeste

Custo das obras na igreja de Nossa Senhora da Saúde e no clube da comunidade cedrense está orçado em mais de R$ 60 mil

Era manhã de quinta-feira, Dia de Corpus Christi, mas o motivo de os moradores de linha Nossa Senhora da Saúde ou Derrubadinha, como também é conhecida, estarem reunidos dessa vez era outro.

A celebração não pôde ser feita porque a igreja da comunidade de São José do Cedro foi praticamente toda destruída pelo fenômeno climático, registrado na madrugada do último domingo, dia 02, quando também foram atingidas propriedades de agricultores da linha Nossa Senhora Aparecida ou Derrubada Baixa, Santo Antônio e São Roque.

Sem deixar de lado a fé, as mulheres limpavam cadeiras e outros objetos que foram salvos e temporariamente ficarão no prédio em que antigamente funcionava a escola da comunidade. É no local que os moradores farão as celebrações religiosas até que a igreja seja reconstruída. Enquanto isso, os homens trabalhavam no telhado do clube da comunidade.

De acordo com o presidente do conselho comunitário, Élcio Zatti, engenheiros civis já fizeram avaliações dos danos provocados nas estruturas. “Pelo que eles viram vai dar para aproveitar as paredes da igreja. As vigas foram feitas bem pertinho e reforçadas, por isso não chegou a comprometer a estrutura”, relata, ao falar da igreja construída há cerca de 20 anos.

Ele conta que pensou em fazer rifa, promoções e arrecadações para reconstruir a comunidade, mas isso seria demorado. Então, o conselho comunitário decidiu pedir ajuda à Administração Municipal. “Ainda não há uma definição sobre o que pode ser feito por que estamos em ano eleitoral”, frisa.

Segundo o agricultor, os custos para reconstrução da sede comunitária beiram cerca de R$ 60 mil e o único recurso que havia em caixa, R$ 20 mil, estava sendo investido na construção de banheiros e da churrasqueira para o clube.

TRABALHO

Quem visitou ou viu por fotografias o rastro de destruição, deixado pelo vento forte na madrugada do domingo passado, pode constatar a determinação dos moradores e voluntários para a reconstrução. Os pedaços de telhas, madeiras, galhos de árvores, entre outros objetos já foram praticamente todos recolhidos. Alguns telhados já foram reformados.

Assim como a mobília, que estava na igreja e no centro comunitário, os móveis das residências que tiveram os telhados danificados deterioraram em sua maioria. Por outro lado, Zatti aproveita para agradecer a solidariedade das pessoas. “Na quarta-feira, mais de 50 pessoas estavam trabalhando e na quinta havia mais de 20 voluntários”, ressalta.

HISTÓRIA

Os moradores mais antigos da comunidade relatam que, antes mesmo da colonização, quando aquela parte do município atingida ainda não era habitada, por volta dos anos de 1951 ou 1952, um fenômeno climático parecido teria sido registrado. Esse seria o motivo porque quatro comunidades cedrenses têm nomes de Esquina Derrubada, Derrubada Alta, Derrubada Baixa e Derrubadinha.

Até a imagem da santa foi danificada

Zatti destaca que a Paróquia São José se disponibilizou a ajudar. Devem ser repassados R$ 5 mil e em outubro será feito um jantar para arrecadar recursos. A imagem da padroeira, que também foi danificada, será substituída. “Virá uma imagem nova, mas essa que estava aqui deve ficar. Os padres estiveram aqui e nos orientaram a deixá-la como está, sem lavar. Será construído um suporte de vidro, onde ela vai ficar, junto com o histórico do que aconteceu”, comenta.

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