Extremo Oeste define prioridades regionais durante plenária da Facisc com participação da Acismo |
Franceses conhecem sistema agrícola da região
Visitas às propriedades de São José do Cedro foram intermediadas pela Casa Familiar Rural
Os franceses Damien Simon e David Desnos, estudantes do curso superior de Veterinária em uma universidade de Bernay-en-Champagne estão visitando cidades do extremo oeste catarinense. A atividade faz parte da grade curricular do curso, que prevê um estágio no estrangeiro.
Nessa semana, acompanhados pelo monitor da Casa Familiar Rural de São José do Cedro, Volnei Dallo, eles visitaram propriedades do município a fim de conhecer o sistema produtivo agrícola.
Os universitários que estão no segundo ano do curso de Veterinária em regime de alternância - uma semana de estudos e duas para aplicação dos conhecimentos nas propriedades - dizem que tinham curiosidade em conhecer o sistema produtivo do sul do Brasil, já que a bovinocultura de leite, a suinocultura, a avicultura e a produção de milho e as pastagens também são atividades desenvolvidas na França.
O monitor explica que aquele país é o berço da pedagogia de alternância, introduzida por meio das Casas Familiares Rurais no Brasil, com o objetivo de manter a sucessão nas propriedades rurais.
Para driblar a dificuldade de comunicação, os franceses contaram com a ajuda de um intérpetre e do computador. Filhos de agricultores que produzem leite e suínos em áreas de 85 e 100 hectares na França, os universitários relataram que, lá, as propriedades são um pouco maiores, assim como a produção e as casas onde moram.
Damien Simon contou que a família tem 45 vacas em lactação. Elas são mantidas confinadas de março a outubro, quando é inverno no país. Cada uma produz, em média, 30 litros de leite por dia. A produção é vendida a uma empresa de laticínios que paga 40 centavos de euro, o que equivale a R$ 1,07.
David Desnos ressaltou a atividade suinícola está em baixa no momento. Salientou que os produtores recebem um subsídio do governo, mas que precisam obedecer a normas rígidas para se manter na atividade.
Eles devem ainda visitar propriedades rurais de Guaraciaba e outros municípios do extremo oeste antes de viajar para o Rio de Janeiro e depois retornar para a França, onde devem relatar as experiências vividas aqui no Brasil.
Franceses acompanharam trabalhos nas propriedades rurais
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