Candidato declarado do PMDB, Pinho Moreira corre atrás de apoio

Ex-governador de Santa Catarina afirma que PMDB deve ser cabeça de chapa

Nesta semana, foi a vez do pré-candidato do PMDB ao Governo do Estado, Eduardo Pinho Moreira, fazer seu "lobby" com partidários na região Oeste de Santa Catarina. Ele foi governador nos últimos nove meses do primeiro mandato de Luiz Henrique da Silveira (2002/2006). Durante sua rápida passagem na redação do Folha do Oeste, Moreira disse que sua visita também serviu para organizar uma reunião regional do partido no dia 9 de dezembro em São Miguel do Oeste e tratar ainda da convenção estadual do PMDB, dia 12 de dezembro, em Florianópolis, com renovação da Executvia estadual.

Ele afirmou que, como os demais partidos, 2009 é um ano de preparação do PMDB para as eleições de 2010 e para isso ele afirmou que é preciso estar cada vez mais forte. Moreira destacou que o partido tem o desejo de ter o candidato cabeça de chapa na corrida para o Governo do Estado, até porque é a única agremiação política catarinense que disputou todas as eleições após as eleições diretas de 1982. "Hoje temos uma estrutura invejável, com diretórios organizados em todos os municípios, com 112 prefeitos, o maior número de vereadores, deputados e o governador, que faz um trabalho exitoso. Nossa militância é aguerrida, e por tudo isso devemos ter o candidato a governador. Da mesma forma queremos que o PMDB tenha um candidato à presidente da República e não fique como reboque de outras agremiações menos fortes e com propostas que não são tão importantes como a nossa. Vamos levar, na próxima terça-feira, para o diretório nacional do PMDB, em Brasília, o nome do governador do Paraná, Roberto Requião, como nosso candidato a presidente", afirma.

Questionado sobre a manutenção da tríplice aliança (PMDB/PSDB/DEM), Moreira enfatizou que isso é um tem "sheakspeariano", de "ser ou não ser, eis a questão". Para ele, cada partido busca seu fortalecimento. Pinho Moreira lembra que, na eleição passada, os três partidos tinham candidato, mas na última hora abriram mão, reconhecendo a força de Luiz Henrique. "Esperamos que em 2010 eles reconheçam mais uma vez que o PMDB tem maiores chances de ganhar a eleição, porém precisa de seus respectivos apoios. Teremos muita conversa e pouca decisão até junho de 2010", informou.

Sobre a possibilidade de mais partidos fazerem parte da aliança, como o PT, Moreira disse que o Partido dos Trabalhadores está afastado do PMDB em Santa Catarina devido à sua oposição radical e inconsequente na Assembleia Legislativa, que busca apenas espaço eleitoral. "Isso afastou o PT de nós, mas num segundo turno tudo é possível. Em nível nacional, os partidos estão juntos, apenas garantindo a governabilidade do presidente Lula. Não há compromisso algum com o PT nacional, porque tentaram estabelecer um acordo lá, que carece de legitimidade, pois não foi feito pelo partido e sim por meia dúzia de pessoas, que não representam o partido como um todo", explicou.

Em nível estadual, Moreira argumentou que muita gente tem dúvidas sobre a posição do governador Luiz Henrique, se ele quer Colombo ou o Pavan como candidato. "Acredito que o sonho dele seja um governador do PMDB e quando estiver fora do poder, pegará no braço do candidato do PMDB e dizer que esse é seu candidato. Teremos um crescimento do desempenho eleitoral. Hoje, qualquer pesquisa é uma aferição de conhecimento e não intenção de voto, mas 90% da espontânea não sabe em quem votar e ainda não tem interesse pela eleição", diz.

Por ter a maior militância e o grande cabo eleitoral Luiz Henrique, Moreira, que também é presidente do PMDB em Santa Catarina, destaca que tudo isso irá conspirar de forma efetiva para o partido buscar a vitória no ano que vem. "Nesse momento eu sou o candidato do PMDB e vou precisar de todos os companheiros para vencer essa luta", resume.

Falando sobre possíveis nomes da região, Moreira afirmou que o secretário regional João Carlos Grando se preparou para esse momento e tem tudo para ser o representante do PMDB na Assembleia Legislativa. "Ele tem muito conhecimento na área pública, sendo diretor de banco, conhece a Câmara dos Deputados, o Senado e é secretário. É um homem qualificado e precisamos estimular sua candidatura", conclui Pinho Moreira.

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