Campanha de Vacinação Contra a Rubéola encerra nesta sexta-feira

Profissionais alertam homens e mulheres entre 20 e 39 anos para procurar os postos de saúde e se imunizar

Nesta sexta-feira, dia 12, encerra a Campanha Nacional de Vacinação Contra a Rubéola, que teve início oficialmente no dia 9 de agosto. Neste ano, a meta do Ministério da Saúde é imunizar 70 milhões de homens e mulheres entre 20 e 39 anos. O alvo principal é a população do sexo masculino. A faixa etária mais atingida é a que se encontra entre 20 e 34 anos de idade, e 70% dos casos confirmados no último ano ocorreram entre os homens.

Em pronunciamento, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, reforçou o apelo às pessoas do sexo masculino para que tomem a vacina contra a rubéola. \"Estamos na reta final. Já vacinamos quase 50 milhões de pessoas, mas ainda falta uma parcela da população para vacinar, especialmente do sexo masculino\", afirmou o ministro. \"Queremos erradicar essa doença do Brasil e todos devem apoiar\", completou.

De acordo com o PNI (Programa Nacional de Imunizações) do Ministério da Saúde, o resultado obtido até agora já corresponde à maior vacinação feita no mundo entre adolescentes e adultos, considerando o período de vacinação. Antes dessa, a maior campanha realizada no Brasil vacinou 52 milhões de crianças e adolescentes contra o sarampo em um período de cerca de 90 dias.

O Ministério da Saúde tem por objetivo eliminar a rubéola do País, meta essa que está sendo compartilhada com os demais países das Américas, já que devem bani-la até 2010. A Organização Mundial de Saúde estima que existam 110 mil novos casos de Síndrome da Rubéola Congênita a cada ano no mundo. Em 1996, 65 países tinham a vacina de rubéola em seus calendários nacionais de imunização. Em 2006, o número de países passou para 123.

No Brasil foram notificados 8.684 casos de rubéola durante o ano de 2007, a maior parte entre homens. Também foram registrados 20 casos de Síndrome da Rubéola Congênita transmitidos da mãe para o filho durante a gestação.

REGIONAL

Na regional de São Miguel do Oeste, até esta segunda-feira, dia 8, já haviam sido imunizadas 98,87% da população. De acordo com a técnica de enfermagem do Setor de Vigilância Epidemiológica da Gerência Regional de Saúde, Inaci Hoffelder, este resultado é satisfatório. Porém, ela destaca que até o momento a única meta não atingida em SMOeste é a faixa etária do público feminino, entre 30 e 39 anos.

Entre os municípios que até esta segunda-feira estão com o índice abaixo da média está Dionísio Cerqueira com 80,71% de cobertura e Palma Sola com 88%. Conforme Inaci, é preciso que todas as pessoas de faixa etária entre 20 e 39 anos - não imunizadas, procurem o posto de saúde mais próximo. \"Agradecemos a todos que contribuíram com a campanha. Na oportunidade, alertamos a população que as imunizações contra a rubéola serão promovidas até sexta-feira\", reforça a técnica.

 Por que vacinar?

A rubéola é uma doença grave, que pode acometer mulheres grávidas e causar malformação congênita no feto, provocando cegueira, surdez, retardo mental ou problemas cardíacos no bebê. A vacina contra a rubéola faz parte do calendário de vacinação brasileiro e está disponível na rede pública para crianças, adolescentes e adultos.

Quem tomou a vacina recentemente deve se vacinar novamente. Tomando a vacina, o indivíduo fica protegido, não transmite a doença e contribui para que o vírus seja eliminado do meio ambiente.

Caso a mulher tome a vacina e posteriormente descubra que está grávida, ela deve retornar ao posto de saúde e informar ao profissional de saúde. A partir disso, a gestante cumprirá um protocolo de acompanhamento da gravidez. Esse procedimento é feito para evitar futuras associações entre a vacina e eventuais problemas de saúde da criança.

A rubéola, também conhecida como \"sarampo alemão\", é uma doença infecto-contagiosa causada por vírus. O paciente apresenta febre baixa, manchas na pele, dor de cabeça e dores pelo corpo. A transmissão é diretamente de pessoa a pessoa, por meio das secreções expelidas pelo doente ao tossir, respirar, falar ou respirar.

Não há tratamento específico para a rubéola. Os sinais e sintomas apresentados devem ser tratados de acordo com a sintomatologia e terapêutica adequada. Algumas doenças se manifestam de forma semelhante à rubéola, como sarampo, escarlatina e dengue.

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