Bom Gosto anuncia compra da Laticínio Cedrense

Negociação foi fechada em R$ 64 milhões e mantida a marca regional

A Laticínios Bom Gosto, com sede em Tapejara/RS, anunciou nesta semana a compra da Laticínio Cedrense, de São José do Cedro. A negociação, que já vinha sendo especulada na região, foi fechada por R$ 64 milhões, incluindo a aquisição de quatro unidades industriais.

Com esta nova aquisição, a empresa passa a somar um volume de produção de 4 milhões de litros/dia, totalizando 1,2 bilhão de litros/ano, em 24 unidades industriais, instaladas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Mato Grosso do Sul, contando com 3,5 mil funcionários, 32 mil produtores integrados e prevê um faturamento para o próximo ano de R$ 2,3 bilhões.

Conforme o diretor da Bom Gosto, Wilson Zanatta, a empresa já possui fábricas no Paraná e no Rio Grande do Sul e há algum tempo pensava em ter unidades em Santa Catarina. "A região tende a ganhar com isso, principalmente pelos investimentos de uma empresa do porte da Bom Gosto. Agora vamos manter?@contato com o produtores, com os funcionários e a marca, o que é sempre uma grande preocupação nessas negociações. Imaginamos que a bacia leiteira catarinense possa crescer e muito, tendo um potencial enorme a ser explorado, principalmente pela característica do povo da região, onde o leite é uma grande fonte de renda", enfatiza.

Zanatta ressalta, também, que a empresa tem a intenção de efetivar ampliações na Cedrense, principalmente com a reativação da unidade de Nova Itaberaba, sendo um grande projeto da Bom Gosto para Santa Catarina. "As fábricas já em funcionamento de São Miguel do Oeste, São José do Cedro e Anchieta e?@serão mantidas e o grande projeto está para Nova Itaberaba", enaltece.

A parceria com os produtores da região que fornecem leite para a Cedrense também será mantida pela nova empresa. "Quem mais quiser trabalhar com a empresa também será bem-vindo. Temos uma política?@voltada mais?@ao produtor e sabemos que alguns deles estiveram se desligando da Cedrense nos últimos tempos. Eu comecei minha carreira como produtor e veterinário, há 16 anos, com apenas quatro funcionários e assim conhecemos bem a importância de uma bacia leiteira para uma região", ressalta Zanatta.

Os funcionários também serão mantidos pela nova administração. Já os cargos de direção ainda serão avaliados, já que, segundo Zanatta, a Cedrense não possuía diretores e a Bom Gosto já tem os seus funcionários. Já os gerentes que merecem o cargo, na visão da direção da Bom Gosto, serão mantidos.

Sobre a arrecadação de impostos que os municípios perderiam com a venda do laticínio, o diretor da Bom Gosto enfatizou que os municípios-sede das unidades continuarão recebendo impostos, tendo um valor adicionado gerado no CNPJ do município, mas o faturamento é centralizado na matriz de Tapejara/RS. "O faturamento é centralizado, mas o adicional fica em cada região que produz e que fornece a matéria-prima. Então, com a negociação, em termos de valor adicionado, os municípios nada perdem e continua tudo igual", explica.

A fusão das marcas Cedrense e Bom Gosto também foi descartada na negociação, sendo que a Bom Gosto?@trabalha outras sete marcas e prefere manter as marcas regionais pelo valor e peso de mercado.

Já outra empresa dos antigos proprietários da Cedrense, a Gran Padania, de Guaraciaba, não foi incluída no negócio, mas, conforme Zanatta, a Bom Gosto tem a preferência para futura negociação, mas no momento na existe a possibilidade de venda.

O ex-proprietário e fundador da Laticínio Cedrense, Acari Luiz Menestrina, afirmou que a intenção de buscar parcerias para a empresa surgiu ainda em 2008, com a venda confirmada nesta semana. Menestrina confirmou que vai manter apenas a marca Gran Padania do Brasil, uma?@parceria com empresários italianos, e se dedicar ao mercado de queijos finos e de ovelha.

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