ECONOMIA

Arábia Saudita suspende importação de SC

Arábia Saudita suspende importação de SC
Agência Brasil

A Arábia Saudita, atualmente a maior importadora de carne de frango no Brasil, desabilitou cinco frigoríficos da lista de exportadores brasileiros para o país, entre eles os catarinenses BRF e JBS. O Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) tomou conhecimento da medida ontem à noite, dia 21, por meio de relatório publicado pelo serviço sanitário da Arábia Saudita. Na mensagem enviada estaria o comunicado do descredenciamento das unidades.

A suspeita é que a retirada das empresas brasileiras do mercado da Arábia Saudita seja o começo das barreiras econômicas colocadas devido a intenção do governo federal de transferir a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém, em Israel. 

A Arábia Saudita representou 14% das exportações de carne de frango do Brasil em 2018. A China, segunda maior exportadora, ficou com 11%.

Atualmente, 67 frigoríficos estão habilitados a exportar para a Arábia Saudita, porém, apenas 30 efetivamente exportavam. Com a medida, restam agora 25 plantas industriais. Isso representa cerca de 256 mil toneladas de carne de frango que deixarão de ser exportadas.  

O Ministério ainda está examinando o relatório e encaminhará aos estabelecimentos as recomendações apresentadas. 

Repercussão em SC

A Secretaria de Agricultura de Santa Catarina ainda não se manifestou a respeito. Se confirmada a suspensão, a medida terá impacto significativo para o agronegócio do Estado. Conforme dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, de janeiro a dezembro de 2018, Santa Catarina exportou no total US$ 8,95 bilhões em produtos. Um dos destaques foi justamente as carnes de aves, que tiveram um crescimento de 5,5% no ano, em relação ao mesmo período de 2017. 

Posicionamento da ABPA

Em nota publicada no portal da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) a entidade confirma que somente 25 plantas industrias estão autorizadas a exportar carne de frango para a Arábia Saudita e que as empresas constam em uma lista divulgada pelas autoridades sauditas. 

Sobre a suspensão, a informação que consta na nota divulgada é de que "as razões informadas para a não-autorização das demais plantas habilitadas decorrem de critérios técnicos. Planos de ação corretiva estão em implementação para a retomada das autorizações".  

Além disso, a informação é de que "a ABPA está em contato com o Governo Brasileiro para que, em tratativa com o Reino da Arábia Saudita, sejam solvidos os eventuais questionamentos e incluídas as demais plantas".


Fonte RCN ONLINE

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