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Acusado de homicídio em 1987 é condenado a mais de oito anos de prisão
Réu estava foragido desde 1996 e foi preso nesta semana em São Paulo
O Tribunal do Júri da comarca de São Miguel do Oeste condenou ontem à pena de oito anos e quatro meses de prisão o acusado de um homicídio ocorrido ainda em 1987. Conforme a acusação, Orélio Daniel Strapasson matou com quatro tiros e golpes de revólver Dorvil de Oliveira, no dia 5 de abril de 1987. O crime ocorreu por volta das 19h30, em um bar em linha Rosário, na época interior de São Miguel do Oeste. Na sentença, o Júri concluiu que os tiros e os golpes foram, sim, desferidos pelo acusado e que esses golpes foram a causa da morte da vítima. A pena deve ser cumprida em regime inicialmente fechado, já que, segundo o juiz Luiz Eduardo Ribeiro Freyesleben, "é incabível o apelo em liberdade. O réu não foi encontrado no endereço que fornecera nos autos e, em razão disso, a marcha processual restou prejudicada por longos anos, lembrando que o crime ocorreu em 1987. Não se acredita que o acusado desconhecesse os rumos da ação penal durante todo esse tempo", destacou na sentença. Strapasson estava foragido da Justiça desde 1996, quando teve sua prisão preventiva decretada. Na quinta-feira, dia 19, os policiais civis da Central de Investigações de São Miguel do Oeste cumpriram, na cidade de São Paulo/SP, o mandado de prisão contra o acusado. Conforme o delegado, Ricardo Casagrande, depois do pedido da Justiça de SMOeste e com um trabalho forte de investigação, foi possível localizar e prender o fugitivo em São Paulo. Ainda na quinta-feira, Orélio Strapasson foi transferido para São Miguel do Oeste, onde foi julgado na sexta-feira, dia 20. ABSOLVIÇÃO Na sexta-feira, dia 13, foi julgado em São Miguel do Oeste, Gilmar Thesing, acusado de tentativa de homicídio, ocorrida no dia 22 de outubro de 2000. Conforme denúncia do Ministério Público, Thesing tentou matar Ivo Chimanko na Cerâmica São Miguel, onde a vítima trabalhava como foguista. Usando uma marreta de ferro, de aproximadamente 20 quilos, Thesing desferiu um violento golpe contra a cabeça da vítima e depois, acreditando que ele estivesse morto, arrastou o corpo para os fundos da Cerâmica. Chimanko foi socorrido e sobreviveu. No júri, após os debates, foi reconhecida a materialidade do crime, mas por maioria de votos dos jurados não foi reconhecida a autoria, sendo que Gilmar Thesing foi absolvido das acusações.
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