Usina começa a tomar proporções

Usina começa a tomar proporções
Folha do Oeste

Frentes de trabalho contam com aproximadamente 200 operários. Usina terá investimento de R$ 40 milhões

As obras físicas na PCH (Pequena Central Hidrelétrica) Salto das Flores, em Paraíso, já atingiram 25%. De acordo com um dos sócios do empreendimento, o empresário José Carlos Zandavalli Fiorini “Juca”, este percentual representa os serviços básicos, porque estão dentro do tempo, como escavações, perfurações de túneis e detonações. 

Agora, ele relata que darão início às obras civis, como construção da barragem, casa de força, colocação dos condutos, tanto os intermediários como os forçados. “Visitando a obra, é possível perceber o tamanho, porque agora estão livres todos os pontos onde serão edificadas as obras. Agora se vê a figura, o retrato do projeto e com estes pontos começa a se ter uma idéia desta PCH”, informa.
O orçamento da PCH Salto das Flores é de R$ 40 milhões. Juca acredita que os investimentos ficarão dentro desse montante de recursos. Segundo ele, surgem coisas inesperadas com as quais ninguém conta, como problemas de projeto, feito em partes. “Alguns detalhes surpreendem, porque o projetista, ao entregar o primeiro orçamento, pode se esquecer de alguma coisa e na hora de detalhar isso, tais começam a aparecer. Questões de solo, qualidade de rochas, tipos de terrenos e escavações criam problemas e custos maiores, nunca menores”, explica.
Juca revela que com todas as frentes de trabalho atuando, estima-se que entre 150 e 200 pessoas prestam serviços diretos. Depois de concluída, ele calcula que haverá entre 10 e 12 funcionários. “O projeto funciona praticamente sozinho, com a água rodando na turbina. Vamos ter técnicos controladores e vigias, entre outros. O importante para Paraíso será o retorno do ICMS, que aumentará a arrecadação do município e os recursos certamente serão investidos em outros setores. A questão turística também não pode ser esquecida, pois será criado um polo importante. Os belos saltos do Rio das Flores ficarão intactos e o complexo do lago de 65 hectares e 6 km de extensão em curva, a barragem, os túneis, a casa de máquinas atrairão muita gente”, prevê.
Sobre as questões ambientais, Juca afirmou que uma empresa de São Miguel foi contratada e as licenças ambientais foram fornecidas por órgãos competentes. Ele assegurou que existe uma grande responsabilidade em não infringir o que as leis determinam. Segundo ele, nem tudo pode ser feito antes de concluir a usina. “Tudo está sendo cuidado com muito cautela. A fauna, a flora, o equilíbrio, a povoação, a repovoação do lago, isso tudo vai ser feito preservando as espécies. A empresa tem um grupo que faz o acompanhamento e o estudo das espécies, para atendermos o que a lei determina, agora e posteriormente”.
Nas margens da BR-282, nas proximidades da ponte sobre o Rio das Flores, existem algumas pixações que simbolizam uma contrariedade com o projeto da barragem. Questionado sobre possíveis resistências de pessoas ou órgãos, Juca afirma que entende os movimentos, pois todos têm o direito de livre pensar. Ele ressalta que é preciso cumprir com o que foi acordado e isso está sendo feito. “Não tivemos problemas com os atingidos até agora. Levamos isso muito a sério e procuramos um entendimento com as famílias, fazendo a nossa parte social. Nós mesmo vamos lá, conversamos com as famílias e negociamos com muita coerência para atender bem as pessoas, para que não fiquem descontentes conosco”, completa.
Após concluída, a capacidade máxima de geração de energia da usina será de 6,7 megawatts, capaz de atender uma população de até 40 mil habitantes. “Existem indústrias que sozinhas consomem mais do que a capacidade da usina. Se observarmos por esse lado, seria algo insignificante, mas para a questão residencial, é um número considerável”, finaliza Juca.
 
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