Benefícios econômicos do Sicredi para associados crescem 22% |
Um sinal de esperança
Rio Guamerim, em São Miguel do Oeste, talvez o mais poluído da região, ainda abriga a vida
Um local onde ainda na década de 80 era possível banhar-se e até pescar, hoje agoniza. O odor que exala de suas águas e o lixo de todo tipo, desde móveis, latas, garrafas pet, sacolas, enfim, uma infinidade de materiais inservíveis, que deveriam ter um destino adequado, são jogados no manancial. Mesmo com toda essa estiagem que assola a região, o Rio Guamerim, que corta a cidade de São Miguel, ainda é forte e sobrevive ao mal feito pelo homem.
Não é preciso ir longe para perceber que no riacho ainda há vida e locais lindos, como cachoeiras, poços e corredeiras. Na linha Santa Catarina, distante menos de 5km do centro de São Miguel, quando ocorrem algumas chuvas, é quase comum encontrar pessoas indo pescar, com seu caniço e pote com minhocas. Em dias de sol, inclusive é normal ver crianças da periferia banhando-se em suas águas, mesmo poluídas.
Peixes como cascudos, jundiás, lambaris, carás e traíras ainda sobrevivem. No amanhecer de cada dia é possível observar suas águas límpidas. Porém quando a cidade começa a despertar, o cenário muda e a água torna-se um líquido viscoso. Sua margens ainda abrigam vida.
É comum ouvir as saracuras cantando no amanhecer e entardecer dos dias. Ratões d?água, graxains e tatus também vivem nas escassas matas que circundam o manancial. Nos dias atuais, é unanimidade entre os moradores, principalmente da zona rural, lembrarem das belas épocas quando o rio era um local de lazer dos migueloestinos.
Nos tempos antigos, era comum nos finais de semana a população urbana rumar para o interior, fazer piqueniques em suas margens. Atualmente não é difícil obter relatos de moradores afirmando que ainda existem pessoas que se banham em suas águas poluídas, além de lavarem roupas.
Inclusive algumas religiões, em seus rituais, utilizam o rio para efetuarem batismos com seus seguidores.
Mais sobre:






Deixe seu comentário