Tuberculose: fique atento aos sintomas

Ambientes fechados são propícios para transmissão da doença; a prevenção inclui evitar aglomerações

Atualmente, o extremo oeste possui a menor incidência de casos de tuberculose no Estado. No entanto, mesmo com este indicador, o pedido é no sentido de que a população esteja atenta às possibilidades de contrair a doença. De acordo com a secretária de Saúde de São Miguel do Oeste, somente neste município há três pessoas em tratamento da tuberculose. Segundo ela, a maior preocupação da equipe de Saúde é que a incidência de Aids está aumentando na região, e com esta doença as pessoas se tornam mais propensas a adquirir tuberculose, devido à sua baixa imunidade. Somente em SMOeste, há 55 casos de HIV positivo, e na região mais de 100. “É comum estes pacientes contraírem tuberculose. E a cada caso de tuberculose calcula-se a transmissão para mais três pessoas”, alerta.

Conforme a secretária, a situação sempre é preocupante quando se trata de uma doença transmissível. Por esta razão, o pedido é para que as pessoas estejam atentas aos sintomas e na principal forma de prevenção, que é a ventilação do ambiente, seja no inverno ou até mesmo no verão, em que os ambientes são fechados para refrigeração. “É  preciso procurar atendimento médico o mais rápido possível, pois a procura tardia pode resultar em sequelas. O exame é rápido e pode ser feito em qualquer unidade de Saúde”, explica.

PREVENÇÃO

De acordo com dados do Ministério da Saúde, para prevenir a doença é necessário imunizar as crianças de até quatro anos, obrigatoriamente as menores de um ano, com a vacina BCG. Crianças soropositivas ou recém-nascidas que apresentam sinais ou sintomas de Aids não devem receber a vacina. A prevenção inclui evitar aglomerações, especialmente em ambientes fechados, mal ventilados e sem iluminação solar.

A tuberculose é uma doença infecto-contagiosa causada por uma bactéria que afeta principalmente os pulmões, mas também pode ocorrer em outros órgãos do corpo, como ossos, rins e meninges (membranas que envolvem o cérebro). Alguns pacientes não exibem nenhum indício da doença, outros apresentam sintomas aparentemente simples que são ignorados durante alguns meses. Contudo, na maioria dos infectados, os sinais e sintomas mais frequentemente descritos são: tosse seca contínua no início, depois com presença de secreção por mais de quatro semanas, transformando-se, na maioria das vezes, em uma tosse com pus ou sangue; cansaço excessivo; febre baixa geralmente à tarde; sudorese noturna; falta de apetite; palidez; emagrecimento acentuado; rouquidão e fraqueza. Os casos graves apresentam dificuldade na respiração; eliminação de grande quantidade de sangue, colapso do pulmão e acúmulo de pus na membrana que reveste o pulmão.

A transmissão é direta, de pessoa a pessoa. O doente expele, ao falar, espirrar ou tossir, pequenas gotas de saliva que contêm o agente infeccioso e podem ser aspiradas por outro indivíduo, contaminando-o. Pessoas com Aids, diabetes, insuficiência renal crônica, desnutridas, idosos doentes, alcoólatras, viciados em drogas e fumantes são mais propensos a contrair a tuberculose. Já o tratamento deve ser feito por um período mínimo de seis meses, sem interrupção, diariamente. Quase todos os pacientes que seguem o tratamento corretamente são curados.

 

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