SSP centraliza atendimentos do 190, 192 e 193
Novo sistema de informação da Segurança Pública será apresentado nesta quarta-feira
A partir desta terça-feira, dia 26, entrou em vigor no estado de Santa Catarina o novo sistema de atendimento na Secretaria de Segurança Pública. Hoje, a SSP apresenta as três novas tecnologias de informação com o objetivo de promover uma maior integração entre as forças de segurança estaduais, dar celeridade às ações operacionais, além de aperfeiçoar o sistema de inteligência na área de segurança. A apresentação acontecerá no auditório do Ciasc (Centro de Informação de Automação de Santa Catarina), a partir das 14h, com a presença do governador Raimundo Colombo e autoridades da área da Segurança Pública.
Entre as novas tecnologias está o SADE (Sistema de Atendimento e Despacho de Emergência), resultado de um convênio firmado em 2008 entre a SSP e o Ministério da Justiça, através da Secretaria Nacional de Segurança Pública, que tem como objetivo a integração dos serviços de emergência 190 (Polícia Militar), 192 (Samu) e 193 (Corpo de Bombeiros). O advento do SADE, entre outras vantagens, permitirá que as ocorrências geradas pela Polícia Militar passem a integrar a base de dados do Sistema Integrado de Segurança Pública (SISP), tornando-as disponíveis para o compartilhamento da informação com outros órgãos de segurança. No modelo atual, essas informações ficam registradas em um banco de dados próprio da PM, isolado do SISP.
Outro avanço permite que a Polícia Civil disponha das informações, a partir do atendimento inicial feito pela PM, diretamente no SISP, podendo copiar/transferir dados, endereços, mapas, históricos para o boletim de ocorrência, que continuará sendo registrado em uma delegacia de polícia. No modelo atual, as ocorrências são transferidas da PM para a Polícia Civil através de um formulário - de papel.
Para o secretário César Grubba, da Segurança Pública, o sistema tem por objetivo primordial integrar os serviços de emergências nos órgãos da segurança e saúde, respeitando, em cada uma das instituições, os limites de atribuições e competências.
As outras duas tecnologias a serem apresentadas contemplam o rastreamento da frota da Segurança Pública e a análise espacial/geográfica do crime. Atualmente, mais de três mil viaturas são monitoradas pela SSP. O rastreamento permitirá o monitoramento e o controle dos deslocamentos de toda a frota da SSP assim como, através de uma rotina chamada de cartão roteiro, será possível fazer a programação operacional de uma viatura para um turno de serviço. Já a análise espacial/geográfica garantirá mais qualidade nas estatísticas criminais (mais próxima do real), redução de subnotificação (quando uma pessoa é vítima de uma ocorrência, é atendida pela Polícia Militar, porém não comparece a uma delegacia de polícia para registrar o boletim), e duplicidade de registros.
O que muda na Segurança Pública com a nova tecnologia do SADE?
Antes *Ao transferir as ocorrências que atende para a Polícia Civil, a PM hoje faz através de formulário em papel; *O banco de dados de registros de atendimentos da PM e da Polícia Civil são distintos, isolados e não conversam entre si, o que acaba gerando duplicidade de registros, retrabalho, subnotificação, cifra negra e óbices diversos à realização de análise criminal; *Não é possível fazer análise criminal, mapeamento de mancha criminal e prevenção de crime, de forma consistente e realística, face à complexidade de números, estatística desqualificada e falta de georreferenciamento; * Processo de transferência de ocorrência: as centrais de emergência atendem ao telefone; despacham o atendimento; a patrulha atende a ocorrência; a ocorrência é entregue na delegacia; as centrais de emergência fazem o fechamento; a delegacia gera o seu boletim de ocorrência, recebendo dados iniciais em formulário de papel; somente os dados dos boletins de ocorrência da Polícia Civil ficam disponíveis no SISP. Depois *A Polícia Civil passará a dispor das informações da PM diretamente no SISP, podendo copiar / transferir os dados, endereços, mapas, histórico, etc, diretamente para o seu B.O.; *Com os registros da PM e da Polícia Civil integrados e vinculados a um mesmo banco de dados no SISP, tem-se um fato criminoso único associado aos boletins de ocorrência gerados nas organizações, o que propiciará qualidade estatística, redução dos índices de subnotificação, cifra negra e duplicidade de registros; *Será possível fazer análise criminal de qualidade, de forma consistente e permanente; *Processo de transferência de ocorrência: as centrais de emergência atendem ao telefone; georreferenciam o fato e a viatura; despacham o atendimento; indicam o itinerário; a patrulha atende a ocorrência, que é entregue na delegacia; os dados ficam disponíveis no SISP; a delegacia gera o seu boletim de ocorrência, podendo copiar ou transferir os dados iniciais; todos os dados de registros do atendimento estarão disponíveis em banco de dados, acessíveis a todos os órgãos da segurança.
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