SJOeste é campeão no índice de alfabetização
De acordo com dados do IBGE, diminuiu a taxa de analfabetismo em Santa Catarina
Novamente, São João do Oeste é reconhecido pelos bons índices no setor de Educação. De acordo com dados do Censo 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o município mais alfabetizado de Santa Catarina continua sendo SJOeste, com apenas 1% de pessoas que não sabem ler nem escrever. Balneário Comburiu passa a ocupar o segundo lugar no ranking catarinense, com 1,5%, e Pomerode agora está em terceiro lugar, com 1,68% da população não alfabetizada. Em nível estadual, SC também tem a comemorar, pois de 5,17%, a taxa de analfabetismo caiu para 3,86%, em 2010, o que representa uma queda de 1,92%, taxa bastante significativa.
Segundo o assessor de Análise Estatística da Secretaria de Estado da Educação, Edson Dirksen, com índice de 3,86%, o Estado seria merecedor do selo de estado livre de analfabetismo, pois o Ministério da Educação, em 2007, instituiu o selo aos municípios livres de analfabetismo para aqueles que apresentassem uma taxa abaixo de 4%, ou de alfabetização superior a 96%. Outra dado animador para o setor de Educação é que, no Estado, passou para 58 o número de municípios livres de analfabetismo, ou 20% dos municípios catarinense. Conforme dados, em 2000 eram 16 municípios praticamente sem analfabetos, o equivalente a 6%. “Podemos constatar, agora, que Santa Catarina está colhendo os frutos de seus investimentos nesta última década na erradicação do analfabetismo, por meio de Políticas Publicas Educacionais, dando oportunidade às pessoas de idade avançada se alfabetizarem”, destaca o coordenador de Estatística da SED, Francisco Fernandez Alvares.
Quando se analisa o desempenho dos municípios na taxa de analfabetismo dos 293 municípios, apenas sete não superaram os índices do Censo de 2010. SJOeste, ainda que não tenha superado tal taxa, conservou o primeiro lugar entre os municípios mais alfabetizados do Estado. Em 2000, a taxa era de 0,9%, passando para 1,04% em 2010, tendo apresentado crescimento de 0,14%. Entre as primeiras seis cidades mais alfabetizadas, Balneário Comburiu foi a que apresentou maior queda na taxa de analfabetismo, que em 2000 era de 3% e em 2010 passou para 1,5%, sofrendo uma queda de menos 1,5%, o que a fez passar de sexto lugar para o segundo no ranking, considerando o Censo de 2010.
Entre os três últimos municípios colocados na Taxa de Analfabetismo, tanto no Censo de 2000 quanto no de 2010 estão Cerro Negro, posicionado no 293º lugar com 14,93% de analfabetismo; Entre Rios no 292º lugar com 14,93% e Campo Belo do Sul no 291º lugar com taxa de 14,43%. Apesar de manterem-se no ranking nas mesmas posições em 2000 e 2010, são municípios que apresentaram queda no analfabetismo, porém não foi suficiente para tirá-los dessas últimas posições. “É fundamental que se firme uma forte parceria entre Estado, município e iniciativa privada para combater o analfabetismo por meio de Políticas Públicas Educacionais”, ressalta o assessor de Análise Estatística da Secretaria. “A oferta da Educação de Jovens e Adultos deve ser ampliada, facilitando o acesso e dando oportunidade a essas pessoas para aprenderem a ler e conhecerem o mundo da leitura e saberem exercer seu direito à cidadania”, complementa Alvares.
SJOESTE
Na primeira posição no Estado, em nível nacional São João do Oeste caiu para a segunda colocação. A informação é do secretário Municipal de Educação, Denílson Grasel. Conforme ele, o percentual final ficou assim: 98,9% de alfabetização (52 pessoas analfabetas) em SJOeste, contra 99,1% de Feliz, no Rio Grande do Sul. Quanto ao resultado identificado, Grasel salienta que a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) faz parte das pesquisas, e em SJOeste há 35 estudantes e, destes, apenas dois sabem ler e escrever. “O poder público está fazendo o que precisa ser feito. Em 2005 não havia programa específico para a alfabetização. Buscaremos recuperar o título no próximo Censo, em 2020. Mesmo com a posição de destaque, nós não podemos parar de trabalhar para melhorar a cada dia”, destaca.
De acordo com o secretário, SJOeste tem um passado histórico voltado à cultura. “Os colonizadores valorizaram muito a educação e estar em 2º entre mais de cinco mil municípios é um orgulho. Damos crédito aos profissionais da educação e as famílias que valorizaram este setor, pois acredito que esta é uma forma de a população ascender socialmente”, aposta. Grasel aponta que os bons índices de alfabetização se deve a vários fatores, dos quais se destacam: no município, todos os professores efetivos da rede municipal têm Pós-Graduação, todas as salas de aula da rede são climatizadas, os estudantes do município participam de aulas de inglês e alemão, música, informática e reforço. Para os que necessitam, é também oferecido acompanhamento de psicopedagogas e de fonoaudióloga.
REGIÃO
Com base nos dados do Censo 2010, foram realizadas análises com relação ao número de pessoas de 10 e de 15 anos ou mais de idade, alfabetizadas, e o percentual de analfabetismo no município ficou assim: Anchieta - 6,5%; Bandeirante - 8%; Barra Bonita - 12,5%; Belmonte - 8,5%; Campo Erê - 11,8%; Descanso - 5%; Dionísio Cerqueira - 9,1%; Guaraciaba - 6,1%; Guarujá do Sul - 5,8%; Iporã do Oeste - 3%; Itapiranga - 3%; Palma Sola - 7,9%; Paraíso - 9,9%; Princesa - 9,4%; Santa Helena - 8,9%; São João do Oeste - 1%; São José do Cedro - 5,4%; São Miguel do Oeste - 4,3%; Tunápolis - 3,6%.
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