Sindicato dos Servidores Públicos Municipais quer reajuste de 14%
O ano de 2012 começa em clima de negociação para o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais da região. Em São Miguel do Oeste, a data base é março e o sindicato já começou a discutir com os servidores a proposta que será futuramente encaminhada ao prefeito Nelson Foss da Silva. A mesma situação também vem ocorrendo nos demais municípios da região de abrangência. Em entrevista, o presidente do sindicato, Ataulfo Moreira, destacou que os trabalhos começam incialmente nos municípios que tem a data base em janeiro e o motivo é o reajuste salarial nacional.
Conforme Moreira, em todos os municípios serão encaminhados ofícios que descrevem que nenhum servidor público pode ter vencimentos inferiores ao novo salário mínimo nacional de R$ 622 já a partir de janeiro. “Vamos tratar com os municípios que vão se enquadrar nesses casos em que os servidores, mesmo com o reajuste, não alcançarem o salário mínimo para que se faça uma complementação salarial de acordo com a Constituição Federal”.
Em São Miguel do Oeste, devido a não votação da reforma administrativa, o piso dos funcionários mesmo com abonos salariais pode ficar à baixo dos R$ 622. Com isso será necessária uma nova complementação para que nenhum servidor receba como vencimento o valor inferior ao mínimo. Essa complementação deve ser automática, mas caso não ocorra, o presidente do sindicato alerta que tomará providencias. “Estamos alertando todos os servidores municipais da nossa região de abrangência para que ao final de janeiro, se houver esse problema de não alcançar o piso nacional, que entrem em contato com o sindicato para que se tome as providências devidas”, avisou.
Segundo o presidente, o pedido de reajuste está baseado no índice geral de inflação. “Alguns municípios usam IGPM e outros o IPC. Mas pedimos o índice inflacionário, mais o ganho real para que esse valor de reajuste se aproxime pelo menos de 14% que foi o reajuste [aproximado] do salário mínimo nacional”. O ano eleitoral, de acordo com Moreira não será empecilho nem desculpa para os gestores não dispuserem a porcentagem de reajuste sugerida. “A gente sabe que depois de abril o prefeito não pode dar reajustes de ganhos reais, mas até abril isso é possível, sendo inclusive amparado pela Lei e não vai incluir em processo eleitoral”. A proposta de reajuste será discutida em assembleia que será realizada em fevereiro. Na região, o sindicato possui mais de mil filiados.
Mais sobre:









Deixe seu comentário