DIA DOS PAIS

Seguindo os passos do pai

Seguindo os passos do pai
Folha do Oeste

Eles estão sempre juntos. Seja no jogo de futebol entre amigos, trilhas de moto e jipes e também no trabalho. O respeito, amizade, compreensão e admiração um pelo outro são marcas de quem conhece a relação de vida de Vanderlei Severo, mais conhecido como "Lei" e seu filho, Jean Severo, de 25 anos. Lei tem mais dois filhos, Julian de 23 e Eduarda de 18, mas quem optou em seguir os passos do pai foi Jean, que desde os 10 anos o acompanha no trabalho em uma oficina de chapeação de carros.
Lei disse que a relação com Jean é super boa, pois gostam das mesmas coisas e têm a mesma profissão. O pai reconhece que as vezes ocorrem algumas broncas, mas é questão de minutos, porque logo depois um olha para o outro, pede desculpas e tudo volta ao normal. "Gostamos das mesmas coisas e somos muito brincalhões", diz.
A ligação entre Lei e Jean é tão forte que até adoeceram e passaram pela mesma cirurgia no mesmo dia. Rose, mãe de Jean lembrou de um fato curioso e nada comum. Conforme ela, em 2014, Lei começou a sentir fortes dores e quando chegou ao hospital, soube que precisava ser operado de Apendicite. "Quando voltei para casa, o Jean também começou a passar mal. Voltei ao hospital e ele também estava com problemas de apendicite. Os dois foram operados no mesmo dia, ficaram internados no mesmo quarto de hospital e saíram juntos para casa. Eles vivem grudados, parecem chicle", brincou Rose, dizendo que os três filhos são fantásticos, mas o Jean é aquele que vai seguir os passos do pai. "É uma profissão boa que ele escolheu e estamos aqui na oficina por causa do Jean. Quando Jean era criança e por algum motivo não era levado na oficina, ele ficava doente e tinha febre. Ficava chorando e dizendo que precisava ir junto com o pai que era o chefe da oficina. A gente não deixava ele vir muito na oficina pois ele precisava brincar, jogar bola com os amigos e assim por diante", comenta Rose.
Lei lembra que Jean desde os 10 anos o acompanhava no trabalho da oficina e cada vez foi gostando mais. Meus outros dois filhos seguirão outros caminhos, mas a minha filha a Duda as vezes acompanha a gente nas aventuras em trilhas de moto e jeep.
Jean disse que seu pai é muito mais que um pai, é um amigo que está sempre ao seu lado. "O que eu sei aprendi com ele, o admiro muito, é meu ídolo. Estou seguindo os passos do meu pai e é isso que quero para mim. Futuramente vou tocar a oficina sozinho porque meu futuro é aqui. As vezes encontro dificuldades no trabalho, mas sei que meu pai sempre está por perto para encontrar a solução. As vezes que me aperto, porque na chapeação estamos sempre aprendendo e precisamos se aperfeiçoar com as novidades. Independente de tudo, a relação com meu pai é baseada no companheirismo, amizade e compreensão", destaca.
Lei afirmou que só continua trabalhando com oficina de chapeação por causa de Jean e se não fosse isso, já teria abandonado essa profissão.
"É sofrido e difícil. Ainda estou fazendo isso porque Jean está junto comigo, caso contrário teria inventado outra coisa para fazer. Vou trabalhar até quando a saúde permitir. Inclusive já sou avô pois o Jean tem um filho com sua namorada, mas eles ainda residem cada um em sua casa. Às vezes o Jean some, mas sabemos onde está", brinca.
Sempre bem-humorado, Lei disse que no esporte não consegue mais o repuxo e fica mais difícil acompanhar Jean. "A gente trabalha junto, pratica esporte juntos e só não dormimos mais juntos, mas isso já aconteceu quando ele era menor", disse aos risos.

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