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Saúde intensifica campanha contra a dengue no Carnaval e Motocão
Segundo a secretária de Saúde, Beatriz Soares, eventos de grande porte preocupam a municipalidade pela ampla movimentação de pessoas. Segundo ela, uma pessoa contaminada pode ser o ponto de partida para uma proliferação desenfreada
Em razão dos 34 focos do mosquito da dengue (Aedes Aegypti) já confirmados, a Secretaria de Saúde de São Miguel do Oeste tem realizado ações intensificadas para combater a proliferação dos pontos onde o mosquito possa se desenvolver. Conforme Beatriz, outras 25 amostras foram enviadas para análise e o resultado deu negativo. Segundo ela, embora existam focos de mosquito, não há registros que confirmem a doença no município. “Nos casos em que tivemos suspeitas, foram coletadas amostras de sangue, encaminhadas ao Lacen (Laboratório Central) e elas deram negativo”, esclarece.
De acordo com Beatriz, uma das apostas da Secretaria de Saúde são os arrastões contra a dengue. Ela cita, como exemplo, a mobilização feita no bairro Sagrado Coração de Jesus, no início deste ano. Segundo ela, os agentes de saúde voltaram ao local e elogiaram a comunidade, que tem cuidado e mantido limpos os ambientes, para que novos focos não venham a surgir. Segundo ela, nesta semana chega, do Estado, um produto especial que será utilizado para borrifar os criadouros, como terrenos baldios e locais que armazenam entulhos, considerados estratégicos. “Não é fumaça. O produto é borrifado”, reitera.
ALERTA
Na opinião da secretária, o número de focos é assustador, principalmente neste período de grandes festividades, como o São Miguel Tchê (que já ocorreu) e como o carnaval e o Motocão, que estão por vir. “É assustador, pois vem muita gente de fora. Se vier alguém com o vírus, poderemos ter uma calamidade”, adverte. De acordo com ela, pelo fato de já existirem mosquitos, que é o transmissor, a proliferação da doença pode ser incontrolável. “Se isso ocorrer, não teremos leitos hospitalares para atender a toda essa população infectada”, reforça.
No entender de Beatriz, as pessoas devem se conscientizar e agir. “Sempre se pensou que dengue era responsabilidade do governo. Só que é uma responsabilidade de todos nós”, argumenta. Segundo ela, o clima quente, as chuvas constantes, o desmatamento, o jogar lixo em lugares inadequados e outras atitudes pessoais resultam no surgimento e na proliferação da dengue.
CEMITÉRIO
Os agentes de Saúde de São Miguel do Oeste realizaram, na manhã da última segunda-feira, dia 28, um arrastão de combate à dengue no cemitério municipal. De acordo com os agentes, que encontraram na última sexta-feira, dia 25, seis focos em São Miguel do Oeste, ao passo que três estavam no cemitério, a ação visa alertar a população sobre cuidados com a ornamentação do local.
Na opinião do supervisor do PCD (Programa de Combate à Dengue), Célio Silva, tem ocorrido descuido por parte das funerárias na construção das lápides. Segundo ele, há alguns exemplares de túmulos que possuem, nas lápides, espaço para colocação de flores. Alí, de acordo com Silva, acumula-se água e cria-se um ambiente propício para o desenvolvimento do mosquito.
Embora ainda inexista um levantamento específico sobre os cuidados que a população deve ter ao ornamentar os túmulos, os agentes alertam para que seja colocado apenas um vaso de flor artificial por túmulo, em recipientes onde a água não fique parada. O pedido ocorre em razão de que esse tipo de ornamentação permanece no local por um grande período de tempo. Já as flores naturais são removidas com mais frequência, além de conterem areia nos vasos.
Durante o arrastão, outras observações foram apontadas pelos agentes. Conforme eles, há pessoas que colocam flores dentro de garrafas de bebidas, vidros de café ou conserva e até recipientes decorativos sem orifícios para escoamento da água. Há também, segundo os agentes, flores que estão envolvidas em embalagens plásticas, onde o acúmulo de água é inevitável.
PEDALADA
O posto central da Secretaria de Saúde realizou, no último sábado, dia 26, a 1ª Pedalada de Combate à Dengue. Objetivo é reforçar os alertas e conscientizar a população para um problema presente no município, além de solicitar auxílio e envolvimento da comunidade no combate ao mosquito da dengue.
Participaram da pedalada dezenas de ciclistas, membros do Grupo Escoteiro Atalaia, Fundação Auri Bodanese, jipeiros e Moto Grupo Cães do Asfalto, com o apoio da Polícia Militar e Polícia Ambiental. A pedalada saiu do Frigorífico Aurora, seguiu pela Rua Waldemar Rangrab em direção ao centro, passou pelo calçadão e encerrou o percurso na área coberta da Praça Walnir Bottaro Daniel.
Conforme a secretária, eventos de caráter mobilizador, como as passeatas e a pedalada, vão continuar por surtirem resultados positivos, tanto de alerta, quanto de conscientização.









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