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Região tem 18 casos de hanseníase
A doença que pode causar deformidades físicas pode ser evitada com o diagnóstico precoce e o tratamento imediato, disponíveis no SUS (Sistema Único de Saúde). E é justamente para alertar sobre o combate a hanseníase, que a equipe de Saúde de Anchieta promove atividade especial nesta quinta-feira, dia 22.
De acordo com a técnica de enfermagem, Gessi Meneghini, amanhã, todas as pessoas que apresentarem manchas suspeitas na pele poderão ir até o posto de saúde para fazer uma avaliação, esclarecer dúvidas e receber encaminhamento, caso seja necessário. Atualmente, o município registra dois pacientes em tratamento. Já na região que abrange 22 municípios, são 18 pacientes que estão se tratando contra hanseníase.
A hanseníase é uma doença que atinge a pele e os nervos. Segundo a enfermeira da Gerência de Saúde de São Miguel do Oeste, Dila Possatti, a doença é transmitida por meio das vias respiratórias em forma de tosse ou espirro, sendo que a principal fonte de transmissão da doença é o próprio doente que ainda não recebeu tratamento medicamentoso. O Ministério da Saúde alerta que a hanseníase não se transmite por meio de abraços, aperto de mão nem carinho. Em casa ou no trabalho, não é necessário separar roupas, pratos, talheres ou copos.
O tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas é longo e varia de dois a cinco anos. Por esta razão, é importante que, ao perceber algum sinal, a pessoa com suspeita da doença não se automedique e procure imediatamente o serviço de Saúde mais próximo. Conforme a enfermeira, a hanseníase tem cura, e o tratamento pode durar de seis a 12 meses, se seguido corretamente, e dependendo o nível do estágio que a doença é identificada.
SINTOMAS
- Uma ou mais manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo e áreas da pele que não coçam, mas formigam e ficam dormentes, com diminuição ou ausência de dor, da sensibilidade ao calor, ao frio e ao toque;
- Caroços e inchaços no corpo, em alguns casos avermelhados e doloridos;
- Engrossamento do nervo que passa no cotovelo, levando à perda da sensibilidade e/ou diminuição da força do quinto dedo;
- Áreas com diminuição dos pelos e do suor;
- Cortar-se ou queimar-se sem sentir dor.
EM ALERTA
Além do pedido para que a população esteja alerta a qualquer sinal, Dila reforça a orientação para que as equipes de Saúde fiquem atentas a qualquer possibilidade de caso, realizando a busca ativa constantemente.
Para reforçar esses cuidados, a profissional salienta que as Secretarias de Saúde da região devem promover atividades especiais para celebrar o Dia de Combate a Hanseníase, comemorado no dia 28 de janeiro.
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