PSD é o partido que mais recebe novos filiados
Entre os principais nomes que mudaram estão o vice-prefeito de SMOeste, Vilson Watte; os vereadores Valnir Sharnoski, Altair Pannis e Milton Annoni; do suplente de deputado Odacir Zonta; do empresário Sérgio Volpi; e do deputado Maurício Eskudlark
Ontem encerrou o prazo para filiações partidárias e descompatibilizações, tendo como referência as Eleições de 2012. Há exato um ano dos pleitos municipais, as principais mudanças foram no recém- criado PSD (Partido Social Democrático), justamente pela brecha na legislação, que permite a mudança partidária de pessoas em mandato eletivo, como no caso do governador Raimundo Colombo. Desde que foi criado, o PSD vinha arrastando inúmeras lideranças em todo o Estado, principalmente do DEM e do PSDB.
Nesta semana, namoros antigos se concretizaram e o maior baque foi no PP (Partido Progressista), que perdeu o vice-prefeito Vilson Watte e os vereadores Altair Pannis e Valnir Scharnoski, que deixaram a sigla e rumaram para o PSD. Outro líder político de SMOeste que deixou o PP para ingressar no PSD foi o empresário Sérgio Volpi. Apesar das baixas na região, o PP ganhou outros nomes, como do ex-candidato a prefeito de Belmonte, Zaclir Stolarski, que saiu do DEM.
O vereador migueloestino Milton Annoni também deixou o DEM e ingressou no PSD. Annoni explicou que, hoje, o Democratas de SMOeste está desestruturado, sem ter nem mesmo uma comissão provisória. Ele explica que com a criação do PSD, o então presidente Vilson Trevisan saiu do DEM, e, nos últimos dias, o vice-presidente, o secretário de Obras, Idemar Guaresi, que migrou para o PR (Partido da República) e hoje não há nenhuma diretoria no partido. “Eu sou do antigo PFL que virou Democratas e eu segui junto. O DEM agora criou o PSD e a minha mudança já vinha sendo analisada”, enfatizou. Com as mudanças partidárias desta semana, a Câmara de Vereadores de SMOeste passa a ter três vereadores do PSD, igualando-se ao PMDB com a maior bancada. Já o PP, fica sem nenhum representante no Poder Legislativo. Sobre a atuação do PSD na Casa, o vereador Annoni explicou que, a princípio, ele, Pannis e Scharnoski devem seguir a mesma linha de votação, mas sem mudar a visão, independente com o qual vinham atuando. “O posicionamento continua o mesmo, mas na próxima semana iremos nos reunir com o partido para definir algumas linhas de ação. A ideia é que os três vereadores tenham a mesma posição”, enfatiza.
ESTADO
Em nível de Estado, a principal mudança político-partidária também foi no PSD, com a filiação do suplente de deputado federal Odacir Zonta, na manhã desta quinta-feira, dia 6. Zonta foi recebido pelo presidente do partido no Estado e presidente da Casa, deputado Gelson Merisio. Presentes também ao ato os deputados Jean Kuhlmann, José Nei Ascari, Ismael dos Santos, Darci de Matos e Maurício Eskuldlak, além de autoridades estaduais, familiares de Zonta e simpatizantes. Zonta também deixou o PP e alegou estar descontente com o posicionamento do Partido Progressista, principalmente no episódio das eleições de 2010, quando Zonta perdeu a vaga na Câmara dos Deputados para o colega progressista João Pizzolatti, que buscava na justiça o direito de assumir a vaga, pela não aplicação da Lei da Ficha Limpa.
Na Assembleia Legislativa catarinense,o PSD já nasce como a segunda maior bancada da Casa Legislativa, com nove deputados, entre eles os sete ex-integrantes do Democratas, mais a adesão dos deputados Maurício Eskudlark e Kennedy Nunes. Eleitos em 2010 pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e pelo Partido Progressista (PP), respectivamente, Eskudlark e Kennedy se juntam aos deputados Gelson Merisio, Jean Kuhlmann, Ismael dos Santos, José Nei Ascari, Darci de Matos, Jorge Teixeira e Ciro Roza que, eleitos pelo Democratas, decidiram fundar o PSD em Santa Catarina, ao lado do governador Raimundo Colombo. O PMDB, com 10 parlamentares, continua sendo a maior bancada da Casa. O PT segue com sete representantes e as bancadas do PP e do PSDB, que perderam um deputado cada, agora têm cinco parlamentares.
CARTÓRIOS
Os últimos dias foram de grande movimentação nos Cartórios Eleitorais. Na Zona Eleitoral de SMOeste, que atende oito municípios da região, segundo a chefe do Cartório, Cristiane Casagrande, foram muitos os pedidos de desfiliação, em torno de 400, sendo cerca de 100 em SMOeste. Ela destaca que a maioria das desfiliações é de partidos que estão com o diretório difundido em alguns municípios. No caso de SMOeste, um exemplo disso é o Democratas, tendo em vista que houve uma grande migração para o PSD.
As listagens oficiais das novas filiações devem ser liberadas pelo Tribunal Regional Eleitoral a partir do dia 14 de outubro.
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