Professores e alunos do IF-SC de três campi do Oeste saem às ruas

Professores e alunos do IF-SC de três campi do Oeste saem às ruas
Folha do Oeste - Com cartazes e faixas, manifestantes seguiram o caminhão de som que passou pelas ruas do centro

Sem previsão para recomeçarem as aulas, professores e alunos dos campi de SMOeste, Chapecó e Xanxerê fizeram passeata na tarde de ontem

Em torno de 80 pessoas entre professores, servidores e alunos dos campi do IF-SC de São Miguel do Oeste, Chapecó e Xanxerê realizaram na tarde de ontem, dia 31, uma carreata pelas ruas do centro de São Miguel para protestar e chamar a atenção para o que classificam como decadência na qualidade do ensino superior nos Institutos Federais de Santa Catarina.

Na semana passada, o campus de São Miguel do Oeste informou que aderiu oficialmente à greve e fortaleceu ainda mais o movimento grevista que, entre as reivindicações, objetiva melhorias na qualidade da educação e reposição salarial de acordo com a inflação. O panorama da greve também se estende às Universidades Públicas e já ocorre há mais de 40 dias em algumas das instituições do Estado. Os professores da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), por exemplo, aderiram à greve no dia 11 de julho. Das 59 Universidades Federais existentes no país, 57 estão em greve. Dos 38 Institutos Federais, 34 aderiram ao movimento de paralisação. No IF-SC, dos 20 campi existentes no Estado, 16 estão em greve. Professores e técnicos não possuem previsão para o recomeço das aulas.

PROPOSTA REJEITADA

A maioria das assembleias de docentes das universidades, dos institutos e centros tecnológicos federais rejeitou a segunda proposta de reajuste e reestruturação de carreiras, apresentada pelo governo na semana passada. De acordo com o Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), até a manhã de ontem, dia 31, 48 de 57 instituições de ensino superior haviam votado pela continuidade do movimento. Hoje, dia 1°, os professores se reúnem com o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, a fim de dar uma resposta oficial à proposta da União. O Governo Federal ofereceu reajuste de 25% a 40% a ser aplicado em três anos ao salário dos docentes, em lugar dos aumentos a partir de 12% inicialmente sugeridos. No entanto, a posição do Andes é de que reivindicações importantes acerca de progressão de carreira, gratificações e avaliação de desempenho não foram contempladas.

Na segunda-feira, dia 30, os grevistas anunciaram a intenção de endurecer as paralisações, pelo fato de o Governo Federal ter suspendido as negociações, que serão retomadas somente a partir do dia 13 de agosto. O dia 31 de julho havia sido fixado como prazo final para o Ministério do Planejamento apresentar uma proposta às categorias paralisadas. O campus do IF-SC em São Miguel do Oeste tem adesão de greve de 80%; no total, são 26 servidores em greve, sendo 14 professores e 12 técnicos administrativos. Os demais serviços essenciais estão mantidos.

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