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Confira o perfil de Gisele Lecsandra Bernardon Gaideczka
“Se alguém já lhe deu a mão e não pediu nada em troca, pense bem, pois é um dia especial”. O fragmento da música Dia Especial do Cidadão Quem expressa um pouco da visão de vida da mãe, esposa, empresária, amante da dança e da ginástica, Gisele Lecsandra Bernardon Gaideczka, entrevistada desta edição do Perfil.
Sonhadora, a filha de Inelves Terezinha e Ademir José Bernardon soma ainda características como a criatividade, a honestidade e o gosto por desafios. Dona de um espírito empreendedor, corajoso, persistente e determinado, a irmã de Franciele e Anderson nasceu em 14 de setembro de 1980, na cidade gaúcha de Gaurama, mas veio para São Miguel do Oeste quando tinha apenas dois anos.
Foi no bairro São Jorge, onde reside hoje e mantém a Performance Academia, que ela passou a maior parte da infância. “O bairro ainda estava crescendo e podíamos brincar na rua, soltar pipa. As brincadeiras ao ar livre eram as preferidas, como esconde-esconde e bets - jogado com tacos de madeira e bolinha de tênis”, recorda.
TEMPO BOM
No mesmo ritmo de tranquilidade, Gisele conta que viveu a adolescência. Treinava voleibol na AABB (Associação Atlética do Banco do Brasil) durante a semana, e nos finais de semana se encontrava com os amigos. “A construção que hoje sedia a academia era nosso ponto de encontro, jogávamos vôlei, fazíamos festas”, relata, ao frisar que o pai fez uma mesa para que pudessem jogar tênis de mesa e cedeu uma sala no porão para pinturas.
Outra recordação que tem do período são os jantares e reuniões dançantes que promoviam uma vez na casa de cada amigo. “Éramos apenas quatro meninas e oito meninos. Nossos pais sabiam que podiam confiar, pois nos tratávamos com respeito e éramos muito ligados”, destaca. E esse é um ensinamento que aprendeu com os pais, que são de origem italiana e tiveram educação rígida - quanto mais próximo dos olhos melhor.
Contudo, nesse tempo bom da adolescência também surgiram com mais firmeza as responsabilidades e a participação na comunidade. Durante seis anos, Gisele foi catequista no bairro São Jorge. Participante ativa do grupo de jovens, também ajudava nas celebrações e encontros.
Nessa fase também passou a integrar a invernada artística do CTG Porteira Aberta, do qual se afastou em virtude do encerramento do grupo. Além disso, a convite do marido Julio Mello Gaideczka, em 2004, ingressou no escotismo como chefe de lobinhos do Grupo Escoteiro Tupã, de Iporã do Oeste, do qual deixou de participar a partir do nascimento do filho, Ian Gabriel, de três anos. “A família para mim é a base de tudo e o porto seguro”, afirma.
FORMAÇÃO
A entrevistada do Perfil desta edição é graduada em Educação Física há cinco anos, mas antes disso fez o curso de Tecnólogo em Processamento de Dados pelo Senac e ingressou em Ciências Contábeis. Ela comenta que perdeu o interesse pela profissão quando sentiu que o contato social era restrito. “Tranquei o curso por um período para encontrar uma área que me interessasse. Por incentivo de meu pai e por estar namorando o Julio, que na época era acadêmico de Educação Física, resolvi tentar a vaga”, ressalta.
Gisele comenta que juntou o interesse pela dança com a vontade de um dia montar uma academia para ter motivação e ingressar no curso de Educação Física em 2003. Hoje, ela garante que ama a profissão e se sente realizada no exercício dela.
EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL
Dedicada aos estudos sempre em primeiro lugar, Gisele conta que o primeiro emprego foi conquistado por meio da indicação de um dos professores do curso de Processamento de Dados. “Prestei a prova para técnico de urna eletrônica em 2000, e então conquistei meu primeiro emprego. Temporário, mas foi uma conquista”, argumenta, ao lembrar que atuou na função também em 2002.
No ano anterior, em 2001, ela conta que trabalhou como promotora de vendas e substituía professores nas escolas. Depois disso, atuou por dois anos no setor de cobranças do Supermercado Treviso, antes de realmente ingressar no mercado de trabalho da área de Educação Física.
Em 2004, Gisele ministrou aulas em escolas de Bandeirante. No ano seguinte foi estagiária do programa “Unoesc para a melhor Idade”. Neste, auxiliava os professores durante as aulas de musculação e ainda era professora de ginástica e dança. Em 2006, trabalhou em Iporã do Oeste, e naquele mesmo ano realizou com mais dois sócios um sonho: “inauguramos a Performance Academia, na qual hoje sou administradora e professora de ginástica”, afirma orgulhosa.
VISÃO
“A nossa área ainda tem muito a ser explorada, mas percebo que nos últimos anos graças à conscientização e ao acesso às informações que as pessoas estão tendo sobre saúde e bem-estar posso afirmar que em seis anos de academia estamos crescendo em qualidade e abrangendo áreas ainda não exploradas em nossa cidade”, indica.
De acordo com ela, o conceito de bem-estar deve fazer parte desde a infância até a Terceira Idade. “Por isso buscamos desenvolver programas que enfatizem o desenvolvimento e melhor qualidade de vida de cada indivíduo”, exemplifica, ao citar programas elaborados para atender gestantes, para auxiliar no desenvolvimento psicomotor das crianças a partir de quatro anos e as atividades de musculação para pessoas da Terceira Idade.
ESPORTE E LAZER
Nos horários de lazer, a professora de academia salienta que gosta de relaxar, deitar no sofá para ler um livro ou assistir a filmes. Também gosta de passear com a família e treinar coreografias novas para as aulas de ginástica.
Apesar de gostar de esportes, e inclusive já ter praticado vôlei e futebol, no momento ela diz não ter tempo para exercitar as atividades.
METAS
Entre as principais metas estabelecidas por Gisele estão a construção da casa, a ampliação da academia e a realização de viagens turísticas pelo Brasil e Europa.
Ela diz gostar de viver em São Miguel do Oeste, mas admite que tudo é possível se surgirem novos desafios.









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