Dia Mundial Contra Hepatites Virais reforça para prevenção da doença

Dia Mundial Contra Hepatites Virais reforça para prevenção da doença
Divulgação - Em SMOeste, encontro foi realizado na última semana

Região esteve mobilizada na orientação dos profissionais da Saúde

No último sábado, dia 28, foi celebrado o Dia Mundial Contra as Hepatites Virais. Por esta razão, na última semana, equipes de Saúde de todos os municípios receberam e repassaram informações com o objetivo de conscientizar a população sobre como evitar a contaminação e as doenças causadas por estes vírus que matam anualmente milhares de pessoas em todo o mundo, o que já é considerado um grande problema de saúde pública. Dados oficiais do Ministério da Saúde revelam que entre 1999 e 2010 foram notificados e confirmados mais de 104 mil casos de hepatite B e 69,9 mil de hepatite C em todo o país. De 1994 até agora, Santa Catarina registrou a notificação de 14,7 mil casos de hepatite B e mais de 8,2 mil de hepatite C.

A gerente de Vigilância das DST/HIV/AIDS/HV da Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde, Maria da Graça Chraim dos Anjos, aponta que as hepatites virais no território catarinense são definidas em duas situações epidemiológicas. A primeira na região Oeste, com a identificação do vírus B, e a outra na região litorânea, onde prevalece o vírus do tipo C. Segundo ela, para conter o avanço dessas doenças é preciso continuar investindo nas ações preventivas, com informações e orientações para a população sobre a importância da vacinação como forma de evitar a contaminação pelas hepatites virais.

Uma das prioridades do Ministério da Saúde para 2012 é ampliar o acesso à vacinação, com a inclusão de públicos prioritários, como gestantes, manicures, tatuadores, profissionais do sexo e homens que fazem sexo com homens. A ideia é imunizar 95% do público prioritário até 2015. Em agosto do ano passado, o Ministério da Saúde também introduziu testes rápidos para detecção das hepatites B e C no SUS, com o objetivo de estimular o diagnóstico precoce, reduzindo a progressão e a transmissão das doenças. Em 2011, foram distribuídos 15 mil testes rápidos para hepatite B e 15 mil para hepatite C. Este ano, os números já chegaram a 436 mil para os dois tipos da doença.

SMOESTE

Em SMOeste, as equipes de ESFs (Estratégia Saúde da Família) da Secretaria de Saúde de São Miguel do Oeste estiveram reunidas na última quarta-feira, dia 25, no salão nobre da prefeitura, para treinamento sobre DST/Aids e Hepatites Virais.

Conforme o secretário Alfredo Spier, a intenção da secretaria é trabalhar na prevenção diária das DST´s, com foco na Hepatite B. Durante o encontro, a enfermeira do Ambulatório DST/Aids e Hepatites Virais, Juliana Pinheiro, repassou informações e orientações a respeito das DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) e, principalmente, sobre as Hepatites Virais, considerando que esta é uma região endêmica para Hepatite B, existindo no município mais de 500 casos notificados.

Foram apresentados, ainda, dados das incidências das DSTs com foco no HPV, HIV e Hepatite B, além de formas de prevenção, diagnóstico, tratamento e a melhor forma para orientar os pacientes.

Spier destaca a importância das pessoas com idade abaixo de 29 anos procurarem a vacina para a Hepatite B, bem como toda a população que nunca realizou o exame para que o façam. Juliana informa que o alerta está sendo feito para o grupo que inclui a população abaixo de 29 anos, além de manicures e pedicures, profissionais da saúde e do sexo, os quais tem acesso à vacina no posto de saúde central e nas unidades, bem como aos exames de hepatites de forma descentralizada em todas as unidades. Ainda em maio, a Saúde e o Grupo Hércules realizaram um ciclo de palestras em SMOeste sobre o tema.

DOENÇA

A hepatite é uma doença silenciosa que nem sempre apresenta sintomas, mas quando aparecem podem ser: cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Oriunda de uma inflamação no fígado, ela é considerada, hoje, um grave problema de saúde pública no mundo. Causada pelo vírus B (HBV), a hepatite do tipo B é uma doença infecciosa. Como o HBV está presente no sangue, no esperma e no leite materno, a hepatite B é considerada uma doença sexualmente transmissível. Sua transmissão ocorre das seguintes maneiras: relações sexuais sem camisinha com uma pessoa infectada; em gestação de mãe infectada para o filho, no parto ou na amamentação; no compartilhamento de material para uso de drogas (seringas, agulhas, cachimbos), pela higiene pessoal (lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, alicates de unha ou outros objetos que fura ou cortam) ou de confecção de tatuagem e colocação de piercings, por transfusão de sangue contaminado.

A prevenção é simples, basta tomar as três doses da vacina, usar camisinha em todas as relações sexuais e não compartilhar objetos de uso pessoal, como lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, material de manicure e pedicure, equipamentos para uso de drogas, confecção de tatuagem e colocação de piercings. O preservativo está disponível na rede pública de saúde. Além disso, toda mulher grávida precisa fazer o pré-natal e os exames para detectar a hepatite, a Aids e a sífilis. Esse cuidado é fundamental para evitar a transmissão de mãe para filho. Em caso positivo, é necessário seguir todas as recomendações médicas, inclusive sobre o tipo de parto e a não amamentação.

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