Procura pela mão de obra técnica aumenta cada vez mais no país

Procura pela mão de obra técnica aumenta cada vez mais no país
Divulgação - Segundo o MEC, desde 2005, matrículas na educação profissional avançam a uma taxa média de 60% ao ano

Cursos técnicos estão se tornando uma opção de estudo que garante rápida inserção no mercado de trabalho

Segundo informações repassadas à imprensa pela Setec-MEC (Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação) a procura pela educação profissional cresceu mais de 50% no Brasil entre 2005 e 2010, sendo que a porcentagem das matrículas em cursos técnicos sobre o total verificado no ensino médio regular passou de 8,2% para 13,6%, atingindo 1,140 milhão de alunos em 2010. Já no ano passado a variação de matrículas pode ter ficado entre 15% e 18%, informou o Setec-MEC. A confirmação deve ocorrer com a conclusão total da apuração do Censo Escolar da Educação Básica de 2011.

Conforme informações do Setec-MEC, o desempenho foi acelerado pela expansão da rede federal de escolas técnicas (mais de 200 institutos foram abertos entre 2003 e 2011), pelo aumento da oferta pela rede particular, responsável por quase 550 mil matrículas e mais recentemente, com as primeiras matrículas do Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego), criado em outubro do ano passado. Segundo avaliação da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação, o Pronatec matriculou mais de 65 mil alunos em 2011.

Segundo estatísticas, quase 50% dos alunos da educação profissional estão matriculados na rede particular, contudo a Setec-MEC garante que a maioria das vagas do Pronatec será ofertada pelos institutos federais e pelas escolas do Sistema S (Senai, Senac e Sesi). Já as escolas particulares poderão receber estudantes beneficiados por intermédio do Fies (Fundo de Investimento Estudantil), onde beneficiários têm os estudos financiados pelo Estado para realizar cursos em escolas privadas. O aluno poderá escolher qualquer escola privada de ensino técnico, cuja adesão ao programa tenha sido aprovada pela Setec-MEC.

Com a sanção do Pronatec ocorrido há cerca de três meses, os investimentos federais previstos na educação profissional estão em torno de R$ 24 bilhões até 2014. Além da renúncia fiscal e do apoio financeiro às redes estaduais e municipais, estão planejados o desenvolvimento do ensino técnico à distância e a construção de mais institutos, que devem passar das atuais 366 para 562 unidades.

O professor e assessor de direção geral do IF-SC (Instituto Federal de Santa Catarina), campus de São Miguel do Oeste, Juliano Daniel Boscatto, destaca que os cursos técnicos são a oportunidade para que alunos, ao saírem do ensino médio, ingressem na qualificação técnica profissional e no mercado de trabalho, e assim tenham condições e maiores possibilidades para garantir uma renda que permite depois o ingresso em um curso superior. 

“Ao entrar em um curso técnico já se existe a possibilidade de terminar os estudos e imediatamente adentrar no ramo de atividade escolhido, o que há pouco tempo não existia. Os alunos tem a possibilidade de sair do técnico com uma profissão e buscar uma renda que possa subsidiar os futuros estudos, talvez em um curso superior da sua área de interesse. Para as famílias menos favorecidas economicamente há essa possibilidade de qualificação profissional, principalmente em instituições públicas que não tem custo nenhum, como o IF-SC”, ressalta.

Para o administrador do centro de ensino Local X, de São Miguel do Oeste, Cleverson José da Silva, um dos diferenciais do curso técnico é a inserção rápida no mercado de trabalho. “Aquele adolescente que saiu do Ensino Médio sem noção do mercado de trabalho, pode ficar mais bem preparado com a conclusão de um curso técnico que já pode ser iniciado antes mesmo de se concluir o colégio”. 

Para Silva, com o estudo técnico, há a possibilidade de o aluno conhecer melhor o mercado de trabalho o qual vai atuar. “O aluno pode fazer o estagio dentro de uma empresa, e isso o apresentará a realidade do mercado. No Centro de Ensino Local X disponibilizamos os cursos com o intuito de buscar uma demanda adequada na região”. Boscatto comenta ainda que em qualquer área, seja da construção civil ou na produção de alimentos, áreas conhecidas pela carência de formação e qualificação profissional, o mercado exige pessoas que tenham habilidade de saber fazer, e também que esses alunos entendam e dominem o processo de produção.

Além disso, o professor comenta que optar por instituições de ensino qualificadas e com boa estrutura é fundamental. “O aluno que estudar em instituições qualificadas terá um diferencial, pois vai saber agir no mercado de trabalho nas diferentes áreas, de uma forma mais qualificada e que atenda as necessidades da região”.
Confira alguns dos cursos técnicos em instituições públicas e privadas disponíveis em São Miguel do Oeste:

Cursos técnicos do Senai: Técnico em eletrotécnica; técnico em segurança do trabalho, técnico em eletromecânica, técnico em manutenção e suporte em informática, técnico em alimentos e técnico em informática.

Cursos técnicos do Senac: Técnico em administração, técnico em enfermagem, técnico em estética, técnico em farmácia, técnico em manutenção e suporte em informática e técnico em vendas.

Cursos técnicos do Cedup-GV: Técnico em agropecuária e técnico em paisagismo.
Centro de Ensino Local X / Sociesc Educação e Tecnologia: Técnico em edificação civil, técnico em recursos humanos, técnico em contabilidade e técnico em radiologia com aval da empresa de Chapecó Dan Oliper.

Instituto Federal de Santa Catarina (IF-SC) - Campus de São Miguel do Oeste: Técnico em agroindústria, técnico em agroecologia. Previsão para 2013, PROEJA FIC em Técnicas em agricultura familiar, FIC Básico Mulheres Mil, FIC em alvenaria e revestimento.  

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