DETERMINAÇÃO

Polícia Militar trabalha para ajustar escalas de serviço

Polícia Militar trabalha para ajustar escalas de serviço
Divulgação

Mesmo que o Estado autorize a convocação imediata dos 600 apovados no último concurso público da Polícia Militar de Santa Catarina o problema da falta de efetivo não seria resolvido, uma vez que enquanto uns ingressam na instituição outros saem ou vão para a reserva. Mas, sem dúvida, essa medida aliviaria a escala dos profissionais que vinham cumprindo 24 horas de serviço, seguidas de 48 horas de descanso, em mais de cem pequenas cidades que têm menos de oito policiais militares lotados, em condições de trabalho.

Agora, por determinação do Comando-Geral, após protestos organizados pela Aprasc (Associação de Praças do Estado de Santa Catarina), isso não será mais permitido e os comandos locais têm até o dia 30 deste mês para reorganizar as escalas de serviço. A revogação do decreto da Secretaria de Segurança Pública foi comemorada pela entidade representativa, que criticava o esgotamento físico e mental dos profissionais, bem como o afetamento da qualidade do serviço prestado nesse sistema.

De acordo com o major do 11º Batalhão de Polícia Militar de São Miguel do Oeste, Jaílson Franzen, no Extremo Oeste a escola de 24 horas por 48 horas só vinha sendo aplicada nos municípios menores. "Essa é uma questão que divide opiniões. Como a nossa realidade é mais tranquila conseguíamos encontrar formas de não tornar o dia a dia tão desgastante para o policial militar. Mas, com certeza, vamos nos adequar à determinação do Comando-Geral", destaca, ao mencionar, por outro lado, que quanto mais turnos de serviço a escala proporciona mais policiais são necessários. Hoje, em cidades maiores, onde há mais profissionais lotados, como São Miguel do Oeste, as escalas são feitas levando em consideração 12 horas de serviço por 24 horas de descanso, seguida por mais 12 horas de serviço e 48 horas de folga.

 

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